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Startup SVA Tech recebe aporte de R$ 4,5 milhões do Fundo Criatec 3 do BNDES

Empresa diz que injeção de capital servirá para a evolução do roadmap tecnológico de sua solução, expansão comercial, marketing, ampliação da infraestrutura e capital de giro

14 de Setembro de 2017 - 00h00

O Fundo Criatec 3, criado pelo BNDES e gerido pela Inseed Investimentos, gestora de recursos focada em empresas inovadoras, fez um aporte de R$ 4,5 milhões na SVA Techstartup mineira especializada no desenvolvimento de soluções inteligentes de vídeo analítico para o mercado de segurança eletrônica.

Lançado no ano passado, o Criatec 3 é um fundo de capital semente voltado à capitalização de micro e pequenas empresas inovadoras nos setores de TIC, biotecnologia, novos materiais, nanotecnologia e agronegócio. Ele tem R$ 220 milhões sob gestão e conta com 13 cotistas entre bancos de desenvolvimento, agências de fomento estaduais, corporações e investidores privados de todo o país. Em Minas Gerais, os investidores do fundo são o BDMG e a Fapemig.

A SVA Tech utiliza visão computacional, inteligência artificial e machine learning em seu sistema. Uma combinação de hardware e software analisa imagens ao vivo provenientes do circuito interno de TV do cliente e identifica potenciais eventos de risco, permitindo que aja de forma preventiva frente a potenciais perdas e danos. Fundada em 2015, a empresa possui entre os fundadores empreendedores que lideraram operações com faturamento superior a R$ 50 milhões no segmento de segurança eletrônica.

Em comunicado, a SVA Tech disse que o aporte servirá para a evolução do roadmap tecnológico de sua solução, expansão comercial, marketing, ampliação da infraestrutura e capital de giro para suportar o crescimento da companhia.

Para o head de investimentos da Inseed, Pedro Drummond, a SVA Tech foi escolhida devido a seu diferencial tecnológico, oferta de valor e bom ritmo de crescimento do setor. "O mercado brasileiro de segurança eletrônica teve crescimento médio anual de 17,5% nos últimos anos, com expectativa de atingir R$ 3,7 bilhões neste ano. Um mercado forte e grande comprador de inovação. A solução que a SVA Tech propõe tem grandes diferenciais, inclusive, de diminuição de custo, já que tem uma capacidade preventiva que permite antecipação à eventos de risco e consequente redução de perdas e danos, além da tomada de decisão automática e assertiva, baseada em parâmetros pré-definidos pelo usuário", explicou.

O CEO da SVA Tech, Roberto Márcio Arruda Fernandino, diz que a grande inovação da empresa se mostra principalmente pelo processo em tempo real, ou seja, os vídeos ao vivo das imagens no próprio equipamento. "Os produtos existentes no mercado demandam servidores robustos com ambiente de instalação controlado, o que onera os projetos. No caso da SVA Tech, o sistema de visão computacional está integrado ao equipamento de tamanho reduzido e pode ser instalado de forma simples até em ambientes abertos, como caixas externas e postes. Além disso, os algoritmos utilizados garantem melhor eficiência e assertividade das detecções."

Outro destaque é a capacidade da empresa de atuar não apenas na segurança eletrônica, como também na operação dos clientes — controle de fluxo, análises de comportamento, tempo de atendimento, leitura de placas, entre outros. Entre os exemplos de atuação, o CEO cita o monitoramento da Mina Gongo Soco, localizada em Barão de Cocais, cujo o sistema acompanha todo o entorno da mina com gestão de alarmes toda vez que uma pessoa acessa o local ou cruza uma faixa virtual das oficinas, almoxarifado e áreas de entorno do complexo minerador.

Um outro exemplo da versatilidade da empresa é sua atuação no segmento do varejo, em algumas redes de supermercados. "Coletamos dados de comportamento de consumo, gerando dados de quantidade de pessoas em cada corredor/gondola, além do tempo de permanência de cada pessoa em cada local", explica Fernandino.