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Startup brasileira vai à final da Copa do Mundo de teste de software

One Day Testing, de Campinas (SP), representará a América do Sul na final mundial, em dezembro, na Alemanha

10 de Maio de 2016 - 15h00

Rotinas de teste são processos críticos no desenvolvimento de sistemas confiáveis. Pensando nisso, uma startup de Campinas desenvolveu uma abordagem para tornar mais comum essa tarefa muitas vezes ignoradas.

Com a premissa de fazer a verificação de falhas em aplicações em um período de um dia, a One Day Testing vem ganhando destaque no cenário regional. Recentemente, a companhia venceu as eliminatórias sul-americanas e se classificou para a final da Software Testing World Cup.

O time composto por Bruno Teixeira de Abreu, Eduardo Zanoni Marques, Fábio de Brito Scarpin e Jeniffer Vieira de Deus deixou para trás outras 31 equipes (sendo 24 brasileiras, quatro uruguaias e três argentinas).

A competição consiste em encontrar falhas e propor melhorias para um aplicativo, de acordo com as necessidades do dono do produto, rodando rotinas ao longo de um período de apenas quatro horas. Nesse período encontrou cerca de 30 falhas na aplicação analisada.

“De todas as soluções apresentadas pelos competidores, a nossa foi a escolhida pelo corpo técnico como sendo a mais assertiva”, explica Marques, diretor de operações do projeto, afirmando que o diferencial foi o relatório apresentado para melhoria do software de acordo com a necessidade de negócio do cliente.

Essa foi a primeira vez que a startup brasileira participou do evento. A próxima fase é a final mundial prevista para o mês de dezembro na Alemanha, onde disputarão os melhores da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania.

Por ter sido a primeira colocada na etapa da América do Sul, a One Day Testing ganhou passagens aéreas e hospedagem na Europa. Caso vença a etapa global, a startup receberá de 1 mil a 3 mil euros. “O dinheiro não é o principal”, garantem os envolvidos no projeto.

A empresa nasceu em 2012 de um spin-off do grupo Sofist. Atualmente, emprega cerca de 16 funcionários e atendeu cerca de 80 projetos no último ano. A expectativa é expandir esse número em 50% em 2016.

Marques vê a participação na Copa do Mundo como uma forma de fortalecer os negócios da companhia e abrir portas no mercado externo, especialmente nos Estados Unidos.