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Sob forte concorrência, Cisco volta a registrar resultado trimestral ruim

A feroz concorrência que a empresa vem enfrentando, principalmente dos fornecedores de redes definidas por software, fez seu lucro cair 4%

18 de Novembro de 2016 - 10h39

A Cisco encerrou mais um trimestre com resultados abaixo das expectativas, devido à forte concorrência que a fabricante vem enfrentando no mercado corporativo de  equipamentos de redes, principalmente dos fornecedores das chamadas redes definidas por software (SDN). É que boa parte dos clientes tradicionais da empresa estão optando por executar software de rede em sistemas de comutação de baixo custo de fornecedores como a Quanta Computer, de Taiwan.

O balanço do primeiro trimestre do ano fiscal de 2017 da Cisco, encerrado em 29 de outubro deste ano, demonstra isso claramente. O lucro líquido caiu cerca de 4%, de US$ 2,4 bilhões um ano antes para US$ 2,3 bilhões neste ano, e a receita se manteve praticamente estável, em US$ 12,4 bilhões.

As receitas com produtos recuaram 1%, embora as vendas de sistemas de segurança tenham crescido 11% e as vendas de roteadores NGN, subido 6%. As receitas com dispositivos de collaboration e data center recuaram 3% cada. Dispositivos de redes wireless e para provedores de serviços de vídeo caíram 2%.

Alguns clientes também estão se voltando para serviços de nuvem externa, em vez de comprar e gerenciar seus próprios computadores e dispositivos de rede. A prova disso é que a receita com hardware de comutação (switches), o maior negócio da Cisco, caiu 7%. As vendas de equipamentos sem fio, que estavam crescendo recentemente, caíram 5%.

A empresa atribui grande parte da queda na lucratividade ao pagamento de encargos com reestruturação. Mas é inegável que ela enfrenta um período difícil em razão das mudanças nos gastos com tecnologia corporativa, devido principalmente à fraca demanda dos provedores de serviços de comunicações e às condições da economia mundial.

Os encargos da Cisco no primeiro trimestre decorrem, em grande parte, de um plano anunciado em agosto para demitir 5,5 mil funcionários, o que representa 7% de sua força de trabalho, em razão da opção dos clientes por software e serviços em detrimento de hardware.