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Só no primeiro semestre, número de novas ciberameaças chega a quase 10 milhões

Um novo vírus surge a cada 3,2 segundos. Entre os códigos maliciosos mais detectados estão os cavalos de Troia, Pups e adwares. Há dez anos, empresa havia identificado “apenas” 133.253 novos malwares

05 de Setembro de 2017 - 13h35

Somente no primeiro semestre deste ano, a G Data, fornecedora de soluções antivírus, detectou cerca de 10 milhões de novas ameaças cibernéticas no mundo. De acordo com o relatório divulgado pela empresa, o Windows se manteve como a plataforma mais atacada e os cavalos de Troia (trojans), Pups (programa potencialmente indesejados) e adwares, mais uma vez, foram as ameaças mais recorrentes.

O relatório mostra que a criação de novos malwares ocorre em ritmo exponencial e que o futuro não reserva boas notícias quando o assunto é ataques cibernéticos. Há dez anos, a G Data havia identificado a existência de 133.253 novos malwares, um número insignificante se comparado aos 10 milhões atuais e se considerado também que os criminosos levam hoje apenas cinco dias para criar a mesma quantidade exemplares de vírus criada durante todo o ano de 2007.

Segundo o estudo, nos primeiros seis meses deste ano os criminosos produziram 4.891.304 novos programas maliciosos, 70% do total do ano passado. Isso significa que mais de 27 mil novos vírus são criados por dia ou um novo vírus a cada 3,2 segundos. “Essa é situação figura alarmante”, comenta Ralf Benzmüller, especialista da G Data. “O cenário é, de fato, assustador: aproximadamente um em cada seis programas maliciosos foi criado diariamente durante o primeiro semestre de 2017. Se este ritmo vertiginoso de malware for mantido, finalizaremos o ano com um lote de 20 milhões de novas ameaças.”

 A G Data é representada no Brasil pela FirstSecurity.