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Snapchat deposita prospecto de IPO e prevê lançar oferta em março de 2017

IPO poderá levar aplicativo de compartilhamento de textos e fotos a atingir valor de mercado entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões

16 de Novembro de 2016 - 15h28

A Snap, controladora do aplicativo de compartilhamento de textos e fotos Snapchat, encaminhou confidencialmente o prospecto preliminar de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula as empresas cotadas em bolsa nos EUA e planeja abrir capital já em março de 2017.

O IPO poderá valorizar a empresa entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões, o que representará a maior oferta pública inicial no setor de tecnologia, desde que a gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba fez sua estreia na Bolsa de Nova York em 2014, com valorização de US$ 168 bilhões. Em maio, o Snapchat foi avaliado em cerca de US $ 18 bilhões.

O arquivamento confidencial do prospecto preliminar de IPO é possível devido a “Jumpstart Our Business Startups Act” (Jobs Act, na sigla em inglês), lei sancionada pelo presidente Barack Obama em 2012 para facilitar o acesso ao mercado de capitais de startups com receita anual inferior a US$ 1 bilhão. Elas podem apresentar um esboço inicial de seu prospecto de IPO aos órgãos reguladores e fazer ajustes antes de revelá-lo ao público.

A abertura de capital pavimenta o caminho para uma grande injeção de capital que ajudar o Snapchat a crescer e competir com maior fôlego com o Facebook, Google e outros serviços de vídeo social e mensagens móveis. Um IPO bem-sucedido poderia poderá estabelecer de uma vez por todas o serviço como um produto influente nos próximos anos. Além disso, também poderá impulsionar o mercado de IPO nos EUA que teve um ano com poucas aberturas de capital apenas 103 empresas listaram suas ações nas bolsas americanas neste ano, arrecadando US$ 21,8 bilhões, de acordo com Dealogic.

O Snapchat é atualmente o serviço que mais ameaça o domínio do Facebook. Depois que o CEO da empresa, Evan Spiegel, recusou a oferta de compra de Mark Zuckerberg há três anos, as duas empresas vêm travando uma batalha cada vez mais intensa pela conquistar do mindshare entre os adolescentes. E como muitos dos usuários de smartphones nos EUA estão optando cada vez mais pelo vídeo móvel, a empresa pode abocanhar uma fatia expressiva dos bilhões de dólares gastos em publicidade em apps de mensagens.