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Setor de TI puxa crescimento de fusões e aquisições no Brasil neste ano

Setor de tecnologia da informação respondeu por 21% das transações no ano. Ao todo, foram 96 negociações, aumento de 20% em relação aos primeiros nove de 2016, segundo a PwC Brasil

01 de Novembro de 2017 - 19h16

O número de fusões e aquisições no Brasil aumentou 5% entre janeiro e setembro deste ano, segundo a PwC. De acordo com relatório mensal, foram registradas 464 operações nos nove primeiros meses do ano, ante 440 no mesmo período de 2016. Na comparação entre setembro deste ano o do ano passado, houve queda de 6% — 58 e 62 transações, respectivamente.

O setor de tecnologia da informação (TI) tem a preferência do investidor, com 21% do total de operações neste ano. Foram 96 negociações, um aumento de 20% em relação aos primeiros nove meses ano passado — 80 transações. Em setembro, 17% das operações foram no setor de TI.

Em seguida, aparecem serviços auxiliares e serviços públicos que representaram 10% e 9%, respectivamente, da fatia de investimentos em setembro. Destaque para os serviços públicos, que cresceram 156%, na comparação com setembro de 2016 — 41 ante 16. Numa dessas operações, a companhia China Merchants Port Holdings, sediada em Curitiba, realizou a aquisição de 90% da TCP Participações pelo valor de R$ 2,9 bilhões.

Crescimento por regiões

No ano, a região Sudeste concentrou 69% das transações. Foram 319 operações entre janeiro e setembro, aumento de 15% em relação ao ano passado, quando houve 277 transações. Somente em setembro, porém, houve queda de 16% no comparativo com 2016 — 36 e 43, respectivamente. Entre os estados da região, São Paulo lidera com 53% das operações, sendo 194 na capital e 46 no interior até setembro.

O Sul concentrou 14% dos negócios em 2017. Norte, Nordeste e Centro-Oeste registraram 1%, 6% e 3% das transações no mês de setembro, respectivamente.

Investimentos estrangeiros

Estados Unidos, França e China responderam por 45% das 192 transações com capital estrangeiro anunciadas até setembro, redução de 1% em comparação ao ano passado. Respectivamente, os países tiveram 53, 21, e 12 negociações. Isoladamente, o setembro contou com 26 transações de origem estrangeira, 8% a mais que o mesmo período em 2016.

As transações com capital estrangeiro se mantiveram como a modalidade de maior volume, superando os números de 2016. No período de janeiro a setembro, foram realizadas 278 aquisições de controle majoritário, aumento de 14% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Negociações de compras ficaram em segundo lugar com 156 operações, 3% a mais que em 2016.