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Sete tendências que impactarão o mercado de smartphones

Selecionamos os principais avanços que devem aparecer nos celulares inteligentes, desde computação cognitiva até telas melhores

05 de Fevereiro de 2016 - 15h50

Os smartphones estão prestes a ficar mais interativos, divertidos e talvez um pouco mais inteligentes do que você gostaria em 2016.

Na parte mais alta, os aparelhos top de linha terão realidade virtual, 4K e PC docking (quando podem virar um computador com a ajuda de acessórios).

Já os smartphones mais baratos vão oferecer um melhor custo benefício com telas de resolução maior, melhores gráficos e comunicação wireless mais rápida.

Realidade virtual e aumentada

Os smartphones já podem ser usados para explorar mundos virtuais, como com a ajuda do Goodle Cardboard ou conectados a um headset de realidade virtual como o Samsung Gear VR. Mas a experiência vai melhorar neste ano com o Project Tango, do Google e Lenovo, que vai fornecer uma grande quantidade de dados sobre a localização de um usuários e os objetos à frente, com informações sobrepostas na tela.

Os sensores conseguirão medir distâncias e, como o Microsoft Kinect, rastrear movimentos e gestos. Ao mapear os arredores, um smartphone também conseguirá direcionar um funcionário para uma sala de reunião específica, por exemplo. As empresas veem o Tango sendo usado em aplicações médicas e de engenharia. Por diversão, ele permitirá que você jogue games de realidade aumentada com o mundo real como segundo plano. O smartphone Project Tango começa a ser vendido até o meio do ano com preço sugerido de 650 dólares. Para os desenvolvedores, a Intel terá um smartphone compatível com o Tango com kits de desenvolvimento de software e uma câmera 3D por 400 dólares.

Conexões mais rápidas

Mapas e filmes vão carregar muito mais rápido à medida que o 4G e outras conexões wireless nos smartphones atinjam velocidades maiores. Muitos smartphones top de linha que serão anunciados no MWC 2016, em Barcelona, no fim do mês, terão o chip Snapdragon 820, da Qualcomm, que possui um modem LTE que consegue alcançar velocidades de download de 600Mbps e de upload de 150Mbps.

Pela primeira vez, os smartphones terão suporte para o LTE-U, pelo qual as transferências de dados podem acontecer no espectro licenciado e não licenciado. O Snapdragon 820 também traz a tecnologia WiGig, que consegue conectar celulares a monitores, periféricos e docks, tudo sem fios. A Qualcomm diz que a WiGig é até três vezes mais rápida do que o Wi-Fi 802.11ac. Nem todos os processadores terão esses recursos wireless, especialmente a WiGig – por isso, é bom verificar as especificações dos aparelhos.

Computação cognitiva

A Qualcomm também quer colocar o aprendizado de máquina (chamado machine learning) nos smartphones, o que poderia ajudar no reconhecimento de imagens e aplicações baseadas em localização. A Qualcomm diz que os smartphones com o Snapdragon 820 podem ser treinados para entender padrões de uso ao analisar e classificar som, localização, imagem e outros dados. As capacidades de computação cognitiva vêm de algoritmos e circuitos da empresas de chips neurais Zeroth.

A Qualcomm mostrou aos nossos parceiros do IDG News Service dos EUA um smartphone que identificava imediatamente as pessoas e marcava seus nomes após uma foto ser tirada, de forma parecida com marcar imagens no Facebook. Neste caso, o processamento aconteceu localmente e não dependeu de servidores remotos de aprendizado profundo. A Qualcomm alega que possui cerca de 30 aplicações em mente para essa tecnologia, apesar de ser algo que não é exatamente bem recebido por todos os usuários.

Gráficos mais poderosos

Os smartphones são centrais para o entretenimento residencial, e gráficos poderosos estão chegando aos aparelhos para realidade virtual e 4K. Aparelhos de entrada terão suporte para vídeos em Full HD, enquanto que os celulares top de linha terão GPUs ainda mais rápidas da Qualcomm e da ARM. Não espere ver smartphones com chips da Nvidia, que faz as melhores GPUs, mas saiu do mercado de smartphones. E, como os smartphones ainda não tem telas 4K, você precisará conectá-los em TVs 4K para fazer streaming de vídeos ou jogar um game.

Telas melhores

Falando sobre telas, as telas de smartphones serão mais vívidas, com resolução superando os 1440x2560 pixels nos aparelhos top de linha atuais. Analistas da Morgan Stanley também preveem que telas OLED dobráveis chegarão ao segmento nos próximos dois anos. Na CES 2016, por exemplo a LG mostrou uma tela OLED flexível que podia ser enrolada.

USB-C e outras melhorias de hardware

Tanto os aparelhos de entrada quanto os top de linha vão migrar para as entradas versáteis USB-C para recarga. As novas entradas também vão resolver o problema de conectar smartphones a monitores e aparelhos de armazenamento externo.

Chips mais rápidos

Como sempre, os novos celulares terão chips mais rápidos e com uso mais eficiente de energia. Mas uma nova virada nos processadores móveis são os chamados stacked transistors, que permitem que mais recursos sejam colocados em chips menores. Esse é um avanço e tanto que permitirá que os smartphones façam muito mais enquanto mantém a duração de bateria. Alguns aparelhos também terão memória DDR4 de baixo consumo, que consegue um maior desempenho de aplicações por meio de transferências internas de dados mais rápidas.