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Serasa Experian adota ferramenta de BPM e melhora eficiência operacional

Companhia investiu US$ 4 milhões em projeto que envolveu 45 grandes processos de negócio e 30 processos sistêmicos de integração

21 de Junho de 2017 - 16h37

A Serasa Experian, empresa de análises e informações para decisões de crédito e apoio a negócios, decidiu construir uma plataforma centralizada para apoiar os processos da operação de dados negativos da empresa denominada internamente de Concentre. A plataforma é regulamentada por requisitos legais e inclui a recepção de documentos, captura de dados, análise e execução de atividades, como ordens judiciais.

Para auxiliá-la nesse projeto, que consumiu investimento de US$ 4 milhões,  a Serasa escolheu a GFT, especializada em TI para o setor financeiro, que implementou a ferramenta de gerenciamento de processos de negócio (BPM) Kofax Total Agility. A solução KTA tornou o processo flexível e gerenciado, e possibilitou executar automaticamente a captura, digitalização, transformação e consumo de dados.

“Substituímos os antigos e desatualizados sistemas que eram conectados por um grande número de integrações, gerando instabilidades e um elevado número de incidentes e possíveis vulnerabilidades de segurança interna, por uma plataforma na qual a área pudesse desenvolver de forma sustentável”, pontua o diretor de vendas da GFT Brasil, Alessandro Buonopane, acrescentando que além de restaurar a estabilidade da operação e da arquitetura técnica, o projeto também visou aumentar a produtividade e minimizar o risco de descumprimento em relação aos requisitos legais.

O primeiro macroprocesso implementado foi a digitalização, visto que foi uma pré-condição para os demais e que trouxe resultados imediatos para a Serasa, garantindo o fim da circulação física do papel. Na sequência, estão os demais processos, tais como monitore, ofícios, protestos, ações, facon (falências e concordatas) e Serasajud (Integração com os principais tribunais), que devem ser concluídos até novembro deste ano por meio de metodologia ágil de desenvolvimento de sistemas. Ao todo, o projeto envolveu um investimento de US$ 4 milhões.

Considerando que uma ferramenta de BPM adquirida numa companhia não pode ser apenas departamental, algumas outras áreas já estão se beneficiando da plataforma e desenvolveram seus projetos, como o Projeto ACI Centralizado da unidade de negócios e-ID, que visou centralizar em apenas uma equipe e em um único lugar o processo de certificação digital da conferência (processo ACI), trazendo resultados no que tange à melhoria da eficiência operacional, diminuição dos custos de localização devido aos requisitos de infraestrutura física do ACI, mitigação de fraude e migração tecnológica.

Outro projeto que se beneficiou da plataforma foi a OCR (Optical Character Recognition) de Balanços, que está convertendo os dados extraídos de demonstrativos financeiros e deverá trazer melhor eficiência operacional, diminuição dos custos com o fornecedor atual e migração tecnológica. “Uma das vantagens competitivas da ferramenta KTA é que ela fornece inteligência na captura e OCRs, além de sua simplicidade no desenvolvimento de fluxos simples de BPM”, pontua Buonopane.

De acordo com o vice-presidente de TI da Serasa Experian, Lisias Lauretti, o projeto é considerado um estratégico e de alta visibilidade junto ao board da Serasa, pois trabalha com a digitalização de processos para construir uma plataforma centralizada, além de proporcionar benefícios diretos e indiretos para a empresa e para outros projetos, bem como vantagem competitiva.

O projeto, que ganhou o Prêmio eFinance 2017 na categoria “GED” (Gestão Eletrônica de Documentos), deverá consumir aproximadamente 40 mil horas de código em 16 meses de execução. Ao todo, cerca de 45 grandes processos de negócio e 30 processos sistêmicos de integração serão envolvidos.