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Seguro cibernético contra ataques virtuais tem espaço para crescer no país

Embora no mundo já seja usado por 19% das empresas como proteção contra perdas financeiras, o seguro cibernético é recente no Brasil

30 de Maio de 2016 - 18h53

A evolução da tecnologia e o aumento da interconectividade dos dispositivos digitais têm resultado em uma maior exposição a ataques cibernéticos pelas corporações. Segundo o Relatório Global de Impacto Cibernético 2015, produzido pela consultoria e corretora de seguros Aon, as empresas do ramo farmacêutico, saúde, TI e organizações financeiras são os principais alvos dos criminosos porque armazenam dados confidenciais mas, no geral, todas as empresas que usam tecnologia correm o mesmo risco.

Para proteger essas empresas, as seguradoras desenvolveram um novo produto, que promete ser uma tendência para os próximos anos: o seguro cibernético. Esse modelo é uma forma de assegurar a empresa, no sentido mais direto do termo, e não apenas uma solução adicional de segurança.

Este tipo de apólice compensa possíveis perdas financeiras no caso de uma invasão, ressarcindo financeiramente a empresa que tiver perdas monetárias ou pagando indenizações a terceiros que se sentirem lesados, no caso de vazamento de dados.

No Brasil, o seguro cibernético ainda é recente, foi regulamentado há apenas nove anos pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). Em outros países a prática já é comum, como nos Estados Unidos, onde 20% das empresas já usam esse tipo de proteção. É preciso mudar essa cultura no Brasil e conscientizar sobre a importância da prevenção contra os crimes cibernéticos.

O Relatório da Aon indica que o mercado tem muito a crescer. Segundo o estudo, que envolveu 2.243 participantes de 37 países, apenas 19% das companhias no mundo todo adquirem esse seguro. Se for considerado somente o Brasil, o índice é inferior a 1%.

A companhia de pesquisas Micro Market Monitor estima que o mercado latino deve crescer em torno de 17,6% por ano até 2020 e o Brasil responderá por mais da metade dos investimentos das organizações no continente nos próximos cinco anos. 

Os riscos cibernéticos precisam ser mais bem explorados pelas seguradoras, já que é um mercado em ascensão e levando em consideração que seu Core Business é justamente proteger seus clientes. No caso de um ataque, ter uma apólice de seguro cibernético é a principal solução para minimizar perdas.

*Fabiana Hernandez é Analista de Inteligência de Mercado da WDEV, empresa especializada em tecnologia para seguradoras.