Segurança

Lei Anticorrupção: cinco procedimentos para prevenção de riscos

Especialista da Thomson Reuters alerta para as responsabilidades que as empresas devem ter com a vigência da regulamentação.

25 de Junho de 2014 - 09h31

Apesar da nova Lei Anticorrupção nº 12.846/2013 já estar em vigor no País desde janeiro, não são todas as companhias que concluíram o processo de revisão de suas políticas de governança corporativa. 

Com a sanção da Lei, a responsabilidade de implementar mecanismos que impeçam o pagamento de propinas, crimes financeiros, lavagem de dinheiro, corrupção e outros atos lesivos passaram a ser das empresas.

Segundo o especialista José Leonelio de Souza, gerente de desenvolvimento de Negócios de Governança, Risco e Compliance da Thomson Reuters para a América Latina, há cinco critérios básicos que as empresas devem adotar ou revisar, para evitar punições decorrentes da Lei Anticorrupção:

1- Auditoria interna

 O primeiro passo é implementar um levantamento detalhado para avaliar riscos, rever planejamentos e listas de verificação, rastrear emissão e relatórios. Isso possibilita padronizar, automatizar e gerenciar os aspectos principais de um processo de auditoria;

2- Inteligência regulatória 

Identificar e rastrear todos os eventos regulatórios que afetam seus negócios direta e indiretamente, reunindo informações relevantes e integradas que permitem uma tomada de decisão mais rápida, segura e assertiva;

3- Screening

Uma análise detalhada e aprofundada dos aspectos regulatórios identificados permitirá maximizar a eficiência e ao mesmo tempo, reduzir custos operacionais das empresas;

4 - Segurança da Informação 

Um levantamento recente feito pela Thomson Reuters envolvendo secretários corporativos e conselheiros gerais, a respeito da preocupação estratégica sobre comunicação confidencial, apontou que mais de 80% dos empresários ouvidos têm dúvida se a comunicação entre membros do conselho é parcialmente ou completamente desprotegida de recursos de criptografia. 

A importância dos membros do conselho terem acesso aos documentos em seus computadores pessoais ou em redes inseguras, mesmo se expostos aos riscos, foi indicada por 50% dos participantes. 

A história recente mostra que a governança corporativa no ambiente global tornou-se mais complexa nos últimos anos, devido à economia flutuante, ao aumento dos requisitos regulatórios e ao maior nível de escrutínio, elevando em muito as responsabilidades dos conselhos de administradores. 

Os boards de executivos necessitam de informações estratégicas e inteligência industrial que assegurem perfeito entendimento de cada situação e uma consequente tomada de decisões mais assertiva. 

Já existem no Brasil ferramentas de alta tecnologia que permitem integrar todos os dados-chave em plataforma web, 100% acessível, favorecendo a organização e o compartilhamento de dados entre diretores e executivos de empresas, de forma segura e totalmente personalizável.

5- Treinamento

Uma boa preparação da equipe interna é indispensável nesse processo de revisão de governança corporativa, em especial na pós-sansão da nova Lei Anticorrupção brasileira. Soluções de treinamento via e-learning, em especial aquelas que permitem integrar regras internas com regras regulatórias vigentes, são bastante recomendadas.