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Segurança da informação deve ser prioridade nas empresas

Como desenvolver a cultura de defesa dibernética para evitar ataques e prejuízos com invasões a sistemas e o roubo de dados

10 de Abril de 2017 - 13h31

Na última sexta-feira, 7, o mundo foi surpreendido pela revelação do Wikileaks de que a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos criava vírus para infectar smartphones, tablets, notebooks, televisores e outros dispositivos conectados à internet de pessoas de diversas partes do mundo para, a partir de então, espioná-las. 

A divulgação dos documentos aumentou o debate sobre a importância da segurança online. Casos de espionagem e roubo de dados são comuns à medida que o número de dispositivos conectados aumenta, mas a segurança não cresce na mesma proporção. Segundo pesquisa global de segurança da informação da PwC, em 2015 houve um crescimento de 38% no número de ataques cibernéticos no mundo, sendo que no Brasil o aumento foi de 274%.

O saque das contas inativas do FGTS, iniciado no dia 10 de março, também virou alvo de ataques de cibercriminosos, que têm usado sites falsos, e-mails maliciosos e posts em redes sociais com o objetivo de distribuir trojans bancários, alterar o roteador da vítima e assim roubar dados pessoais.

Outro caso que chamou a atenção do país no início do ano foi uma falha no Sistema de Seleção Unificada, o Sisu, quando alguns participantes tiveram suas contas invadidas, senhas trocadas, além das opções de curso completamente modificadas.

De acordo com o Relatório Anual Norton Cyber Security, 42,4 millhões de brasileiros foram afetados por ataques hackers em 2016, o que gerou um prejuízo total de US$ 10,3 bilhões.

Os fatos comprovam que estamos vivendo um momento muito complicado no mundo cibernético, onde os crimes estão aumentando, mas as questões de segurança não estão se ampliando na mesma proporção.

Por um lado, temos sistemas de segurança falhos, como o do Sisu, que permitia trocar a senha com informações básicas que podem ser encontradas em uma busca simples na internet. De outro lado, temos os usuários que colocam seus dados em sites que não são confiáveis e clicam em links maliciosos, ignorando os possíveis problemas que poderão acontecer.

Dessa forma, é importante que a segurança seja vista como ponto central nas discussões das empresas, tanto públicas quanto privadas, principalmente neste momento onde cada vez mais os serviços migram do espaço físico para o digital e tudo está conectado. É preciso que as organizações desenvolvam a cultura de defesa cibernética, utilizando modelos inteligentes que identificam os inimigos e supostos ataques antes mesmo que eles ocorram, para estar preparado e, assim, evitar maiores prejuízos.

(*) Carlos Aberto Costa é diretor geral da Stefanini Rafael, coligada do grupo Stefanini especializada em soluções de segurança cibernética e monitoramento de imagens digitais.