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São José dos Campos será sede do primeiro polo de IoT em segurança pública

Governo brasileiro e a Ericsson se comprometeram a cooperar para a criação do polo na cidade do Vale do Paraíba

28 de Fevereiro de 2017 - 16h51

São José dos Campos, no interior paulista, será a sede do primeiro polo de IoT em segurança pública, que contará com o apoio de empresas, startups, operadoras e segmento acadêmico. O governo brasileiro, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), e a Ericsson se comprometeram a cooperar para a criação de um Polo de Inovação em Internet das Coisas (IoT) para Segurança Pública na cidade do Vale do Paraíba.

A parceria contará com o apoio da prefeitura do município por meio do Parque Tecnológico, parceiro da Ericsson para o desenvolvimento de softwares para cidades inteligentes e formará um “ecossistema” que deve incluir também outras empresas parceiras, além de startups, operadoras de telecomunicações e o segmento acadêmico, representada por pesquisadores, alunos, universidades e institutos de pesquisa.

Além do polo de segurança pública, a Ericsson também lidera outras três iniciativas voltadas para IoT e 5G: dez projetos de pesquisa em 5G com universidades; colaboração para acesso à Internet e mobilidade para áreas remotas em 5G e desenvolvimento de modelos de referência e protótipo para 5G.

“Acreditamos que trazer a Internet das Coisas para São José dos Campos, através da criação deste Polo de Inovação, é dar continuidade a esta parceria, promovendo benefícios não só para o município, mas para toda a sociedade. Por isso queremos fomentar a inovação aberta em todos os setores da indústria, do Estado e da sociedade, e segurança pública é uma das áreas as quais queremos fomentar com projetos, já alinhados à tecnologia 5G”, disse Sergio Quiroga, presidente da Ericsson na América Latina e Caribe.

Cinco anos atrás, São José dos Campos foi a primeira cidade do país a adotar uma das soluções da Ericsson para cidades inteligentes: um sistema de controle e monitoramento apoiado por aproximadamente 500 câmeras, além software de última geração e 205 quilômetros de cabos de fibra óptica. Atualmente, novos serviços estão sendo implementados na cidade, como sensores de detecção de tiro e também sensores climáticos que medem a temperatura, a umidade e os níveis de CO², além da introdução de uma rede Wi-Fi pública e de um sistema de iluminação pública inteligente.

No ano passado, também em cooperação com o governo federal, a Ericsson criou o Laboratório da Sociedade Conectada no Brasil, que promove testes de novas tecnologias de Internet das Coisas em projetos com impacto positivo para a sociedade, incluindo ações voltadas para água inteligente, agricultura, proteção de floresta até prevenção contra desastres e monitoramento. Prestes a completar um ano, o projeto é parte do Centro de Inovação da Ericsson que busca desenvolver parcerias com universidades, clientes, fornecedores e agências de desenvolvimento, parceiros públicos e privados envolvidos no desenvolvimento de soluções IoT no Brasil e na América Latina.