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Sage cria programa de mentoria para aperfeiçoamento de funcionárias

Fabricante britânica de software criou o programa de mentoria Women@Sage para apoiar e desenvolver as competências de suas funcionárias

17 de Agosto de 2017 - 19h54

A empresa britânica de software de gestão Sage, que tem como vice-presidente de Bots e Inteligência Artificial, Kriti Sharma, uma das 30 especialistas em tecnologia abaixo dos 30 anos escolhidas pela Forbes, vem investindo em uma série de iniciativas para reverter o atual cenário de desigualdade de gênero e a equidade entre homens e mulheres.

Uma das frentes escolhidas pela empresa para apoiar e desenvolver as competências de suas funcionárias é o programa de mentoria chamado Women@Sage. Desde a sua criação em fevereiro de 2016, quase 80 mulheres já receberam algum tipo de aconselhamento, ideias e insights que ajudaram no enriquecimento das suas experiências profissionais na companhia.

Indicados pelos Business Partners da empresa de acordo com suas aptidões e conhecimentos, os 29 mentores — compostos por homens e mulheres vindos de toda a organização, incluindo o comitê executivo — atuam como um consultor confidencial e confiável, fornecendo orientação, treinamento e ferramentas que contribuem para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de seus mentorados.

“As empresas precisam redefinir o conceito de liderança, entender que a diversidade é necessária e benéfica para os seus negócios e, ainda, valorizar as competências das profissionais que têm o potencial para cargos estratégicos”, explica José Carlos Nascimento, diretor de RH da Sage Brasil. Na opinião dele, é inadmissível nos dias de hoje as mulheres ainda enfrentarem eventuais desvantagens em relação aos homens por questões de gênero, como a desigualdade salarial. “E o programa é um importante passo para o nosso compromisso com a diversidade e a inclusão na empresa”, esclarece.

Diariamente, mais de 13 mil funcionários da Sage em 23 países trabalham com uma comunidade global de mais de 3 milhões de empresários, proprietários de negócios, contadores, parceiros e desenvolvedores para vencer atingindo o sucesso de proprietários de negócios em todos os lugares.

Apesar de as mulheres já representarem mais de 49% dos postos de trabalho no mundo, a área de TI ainda apresenta-se pouca aberta ao público feminino. Entre as companhias que compõem a lista da S&P 100 da agência de classificação de risco Standard & Poor's, 20% delas têm, pelo menos, uma diretora. No Brasil, o quadro não é diferente. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do IBGE, dos mais de 580 mil profissionais de TI que atuam no país, apenas 20% são mulheres.