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Russos da Softline compram brasileira Compusoftware

Aquisição da divisão da Globalweb inaugura estratégia de expansão inorgânica da integradora, que seque de olho em novas aquisições no País

22 de Janeiro de 2016 - 06h00

Os russos da Softline reforçam presença na América Latina com a aquisição da Compusoftware, empresa brasileira que pertencia a Globalweb. A ideia é que as operações combinadas gerem uma companhia com faturamento previsto superior a US$ 150 milhões na região, com expectativa de expansão entre 10 e 20% no resultado já no próximo ano.

“Era fundamental estarmos com uma base forte no Brasil”, enfatiza Gustavo Capart, diretor de vendas e serviços da empresa para América Latina. “A aquisição permitirá uma expansão expressiva de nossos negócios no mundo Microsoft”, explica.

A partir de agora, José Azevedo, que até então ocupava a posição de CEO da Compusoftware, passa a liderar a Softline Brasil.

A companhia russa, que também detém uma parceria global forte com a empresa dirigida por Satya Nadella, desembarcou em solo brasileiro no final de 2014. Na ocasião, a integradora parceira de fabricantes como  Oracle, VMware, Citrix, Huawei e Veeam, revelou que investiria US$ 20 milhões na operação local.

A expectativa era faturar US$ 15 milhões, ainda naquele ano, e dar saltos quantitativos nos períodos subsequentes: US$ 45 milhões (em 2015) e US$ 90 milhões (2016). O plano inicial consistia em fazer essa evolução de forma orgânica.

“Quando chegamos, a situação era diferente”, reconhece Carpart, sobre a mudança na estratégia rumo a uma expansão por meio de aquisições. O fato é que a Softline trabalha com uma meta de alcançar receitas globais na casa do US$ 1 bilhão para fazer uma oferta pública de suas ações, o que desencadeou a reformulação.

A expansão internacional, dessa forma, vem para balizar esse movimento e precisa ser mais rápida, uma vez que a intensão é realizar o IPO dentro de um prazo de até cinco anos. Assim, a companhia cogita realizar aquisições de outras empresas na América Latina e Brasil.

O diretor explica que a estratégia se baseará em dois pilares para incorporação de empresas: entrada em novos mercados de interesse ou compra de fornecedores de TI que complementem as ofertas em segmentos onde almeja crescer. Uma das apostas, especialmente em território brasileiro, seria buscar integradores de sistemas e provedores de serviço.

Basta saber como essa estratégia se desenrolará ao longo dos próximos meses. A Compusoftware fortalece a integradora russa em termos de base de clientes. A empresa adquirida atua fortemente com serviços de infraestrutura e licenciamento de sistemas de marcas como Microsoft, Autodesk, Adobe, CA e Symantec.