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Rimini Street aposta no crescimento e aumenta investimento no Brasil

Segundo o CEO, Seth Ravin, país é um dos mercados mais importantes para a companhia no mundo e, junto com o Japão, é um dos que mais crescem

20 de Agosto de 2017 - 21h48

Dois anos depois de desembarcar oficialmente no mercado brasileiro, a Rimini Street, fornecedora americana de serviços de suporte a sistemas de gestão empresarial, comemora os bons resultados no país e abre de um novo escritório em São Paulo, que funcionará como hub das operações na América Latina.

Localizado em uma das regiões mais nobres da capital paulista, o novo escritório da subsidiária brasileira será estratégico para suportar o crescimento da empresa no país e na região latino-americana. “O Brasil é um dos mercados mais importantes para a Rimini Street no mundo e, junto com o Japão, é um dos que mais crescem”, disse o CEO e fundador da empresa, Seth Ravin, que esteve em visita ao país na semana passada para inauguração da nova sede e se reunir com clientes locais.

“O novo escritório reforça o compromisso da Rimini com o Brasil, que começou há quatro anos com a Embraer, primeiro cliente e que nos levou a investir em uma operação no país”, destacou o CEO da companhia, que em maio recebeu um aporte da GP Investments Acquisition (GPIAC), para fusão de suas operações, e até o fim deste trimestre deve estrear na bolsa de tecnologia Nasdaq.

Em entrevista exclusiva a este noticiário, Ravin ressaltou que os negócios na América Latina, e em particular no Brasil, vêm crescendo em ritmo acelerado. Hoje, a Rimini Street possui mais de 40 clientes no Brasil e mais 100 na América Latina. E a aposta da empresa para manter a expansão acelerada, tanto localmente quanto no mercado internacional, é o modelo de serviços de suporte e manutenção.

O principal apelo dos serviços da Rimini, que fornece manutenção a softwares corporativos licenciados pela Oracle, SAP, IBM e Microsoft, está justamente em permitir que grandes empresas contratem serviços de manutenção por um custo significativamente menor do que o cobrado pelos fornecedores. Segundo Ravin, as empresas podem obter economia de, no mínimo, 50% em relação aos programas de suporte dos fornecedores. “Mas se forem considerados os custos relacionados, cobrados pelos fornecedores, como de atualização e customização, a redução pode chegar a até 90%”, afirma ele.

Além da questão dos custos, a vantagem para as empresas em optar pelo serviço de manutenção independente do fornecedor, segundo Ravin, é a maior agilidade nos ajustes técnicos de aplicações e códigos customizados, atividade que não faz parte do escopo dos fabricantes de software, bem como flexibilidade para poderem investir em inovação. “Nós temos ajudado os clientes na transformação de seus negócios, uma vez que eles conseguem, além de economia, ter mais agilidade e concentrar o foco nos negócios", enfatiza. 

Um exemplo desse ganho apontado pelo CEO da Rimini Street é a Atento, fornecedora de serviços de gerenciamento de relacionamento com clientes e terceirização de processos de negócios (CRM/BPO), que obteve uma economia 60% do custo total anual de manutenção do seu ERP SAP com a mudança de suporte da fornecedora para a Rimini Street.

Além da Atento, a carteira de clientes Rimini no Brasil é formada por empresas como Embraer, Grupo Petrópolis, Editora Abril, Grupo Rodobens, Infoglobo, Riachuelo, Gafisa, Estadão e Camargo Correa, entre outras.

A Rimini Street, segundo Ravin, vem registrando crescimento anual de 30%. O último balanço divulgado pela empresa, referente ao segundo trimestre deste ano, mostra que a receita cresceu um pouco acima desse patamar, 37%, para US$ 52 milhões, sendo que a receita anualizada com assinatura de software totalizou US$ 208 milhões, alta também de 37%, na comparação com o mesmo período de 2106. A receita diferida de US$ 170 milhões, aumento de 29% no período.