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Resultados dos projetos de big data superam expectativas de 72% das empresas

Em estudo da CompTIA - Big Data Insights and Opportunities - companhias afirmam que é preciso investir mais para aproveitar melhor os dados

20 de Dezembro de 2015 - 23h52

Um estudo sobre big data realizado pela Computing Technology Industry Association (CompTIA) em setembro e outubro de 2015 junto a 402 profissionais de TI mostra que, das empresas que lançaram algum tipo de iniciativa de big data, 72% acreditam que os resultados ultrapassaram as expectativas.

O relatório, chamado Big Data Insights and Opportunities, mostra também que as companhias que investiram em big data acreditam que muito trabalho precisa ainda ser feito para aproveitar os dados gerados pelas iniciativa.

"A quantidade de dados que cruzam os fios e as ondas de rádio é imensurável", diz Seth Robinson, diretor sênior de análise de tecnologia da CompTIA. Mas as peças ainda precisam ser melhor integradas, diz Robinson. Cerca de três quartos das organizações ouvidas citam que o seu negócio seria mais forte se pudessem aproveitar todos os seus dados.

Mais dependentes dos dados

Além disso, 75% das empresas sentem que deveriam ser mais conscientes com a privacidade dos dados, enquanto que 73% acham que precisam de uma melhor análise em tempo real. 

Dados são cada vez mais elementos do cenário corporativo. Por exemplo, 63% das empresas ouvidas disseram depender dos dados para as operações do dia-a-dia; 60% delas usam os dados para entender melhor os clientes; e 59% dependem dos dados para medir os objetivos de negócios.

Enquanto 56% disseram armazenar dados fora da empresa, 61% citaram a preocupação com a sensibilidade em torno da privacidade de dados;

"Isso reflete um tema consistente em grande parte da nossa pesquisa", diz Robinson. "A tecnologia é uma ferramenta muito poderosa para todas as áreas das organizações e linhas de negócios, que pesam sobre as questões de como usar essa ferramenta para conduzir aos seus objetivos."

Crescimento do big data

As empresas observam crescimento do volume de todos os tipos de dados, liderados pelos dados dos clientes, e-mail e mensagens instantâneas, arquivos de log e documentos. Elas também estão lidando com dados fragmentados e silos: 45% das empresas dizem que um alto grau de seus dados é fragmentado e 42% consideram a fragmentação dos dados moderada.

Para companhias que querem sair da fase do uso básico dos dados para um cenário mais complexo, Robinson aconselha atenção em cada um dos três estágios de uso dos dados: coleta e armazenamento; processamento e organização; análise e visualização. Assim, as empresas estarão melhor preparadas para avaliar novas opções de tecnologia de analyitcs, avaliar potenciais parceiros para iniciativas de big data e se posicionar para perceber melhor o potencial dos dados.

Como na maioria das atividades em TI, não ter as habilidades certas para a ciência dos dados pode ser um grande obstáculo. Apenas metade das empresas pesquisadas disseram ter atualmente o nível apropriado de habilidade para big data, enquanto a outra metade vê lacunas de competências em áreas como a análise em tempo real, bases de dados relacionais e segurança de dados.

Oportunidade para fornecedores

As empresas também apontaram interesse em trabalhar com terceiros para obter ajuda em suas iniciativas de dados. Mais de um terço dos pesquisados utliliza atualmente uma empresa de TI para as suas necessidades de dados. No entanto, para atividades simples, como armazenamento e backup de dados, por exemplo. Mas com as companhias se tornando mais agressivas no uso de analytics, fornecedores de TI devem achar oportunidades para oferecer serviços completos, de ponta a ponta, em torno dos dados.

A versão completa do relatório Big Data Insights and Opportunities da CompTIA está disponível gratuitamente para download mediante registro no site https://www.comptia.org/insight-tools.

A Computing Technology Industry Association (CompTIA) é uma associação comercial sem fins lucrativos que serve como a voz da indústria de tecnologia da informação. Ela tem atualmente cerca de 2.000 empresas associadas, 55.000 usuários registrados, 3.000 parceiros acadêmicos e de treinamento e emite mais de dois milhões de certificações de TI emitidas.

Seu foco é o avanço e crescimento da indústria por meio de programas de ensino, pesquisa de mercado, eventos de networking, certificações profissionais e defesa de políticas públicas.