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Redes móveis podem alavancar o conceito de Internet das Coisas

Segundo a 4G Americas, a banda larga móvel oferece ubiquidade, cobertura e evolução do ecossistema da IoT

19 de Janeiro de 2016 - 16h49

A 4G Americas acredita que as redes de banda larga móvel serão um elemento importante para o avanço da Internet das Coisas. Na visão da entidade, a existência concomitante das redes celulares é uma característica que pode impulsionar o ecossistema de IoT.

De acordo com o último informe sobre a Medição da Sociedade da Informação realizado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), em 2015, 95% da população mundial contava com cobertura de rede celular. 

“Por outro lado, se pode prover um acesso sem fio em zonas onde os pontos de acesso fixo são insuficientes ou economicamente inviáveis”, defende a associação de indústria.

Isto implica funções para cobertura ampliada em áreas de difícil acesso, com baixo consumo de energia, otimizações para uma maior quantidade de dispositivos por célula e capacidade para suportar mais categorias de dispositivos IoT de alto e de baixo desempenho. Com isto, se poderá atender segmentos como o automotivo, as cidades inteligentes, telessaúde, tecnologia para vestir e sensores conectados.

Segundo um levantamento da Máquina Research de 2014 a 2024, os dispositivos conectados tendem a aumentar de 5 milhões para 27 milhões. Na visão da 4G Americas, isto gera oportunidades para negócios e novos serviços que não necessariamente serão reservados para as operadoras de rede e empresas de telecomunicações.

Por exemplo, os medidores inteligentes correspondem a um caso de Celulares em Internet das Coisas (CIoT), que pode ser implementado por empresas que não oferecem serviços de telecomunicações, mas que também podem suportar um sistema misto apoiado por uma empresa de telecomunicações.

Em contrapartida, o uso de soluções CIoT nos setores como de manufatura, pontos de vendas, galpões de armazenamentos, refletem serviços cuja iniciativa corresponde a um protagonista que não pertence ao setor das telecomunicações.

Entre os desafios deste ecossistema identificados pela associação encontram-se aspectos tecnológicos e regulatórios.

A categoria tecnológica, para aproveitar o CIoT, necessita da padronização de normas para IoT, assim como de técnicas que permitam um baixo consumo de energia e o desenvolvimento de redes de transporte que permitam altas capacidades e baixa latência.

No ambiente regulatório são importantes as atribuições de espectro que podem dedicar-se ao desenvolvimento do ambiente IoT e estruturas que permitam complementar as licenças atuais com espectro de uso não licenciado.