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Red Hat contrata, investe no Brasil e dobra receita mesmo na crise

Companhia de software open source manteve o foco em empresas que buscavam soluções para otimizar a área de TI

19 de Setembro de 2017 - 19h00

O cenário de crise que atingiu a economia brasileira nos últimos anos também gerou oportunidades para empresas que souberam oferecer soluções que permitem fazer mais com menos. É o caso da Red Hat, um dos principais nomes quando o assunto é software open source. Sua unidade no Brasil simplesmente dobrou o faturamento durante esse período.

“A crise pode ser uma oportunidade para quem está disposto a investir em algo que pode ser uma alternativa a esse cenário negativo. Quando cheguei, há quatro anos, tínhamos 140 pessoas e temos 260 pessoas hoje”, explica Gilson Magalhães, country manager da Red Hat no Brasil, que conversou com o COMPUTERWORLD BRASIL durante o Red Hat Forum São Paulo 2017, evento que reúne hoje (19/09) mais de 1.000 clientes e parceiros da empresa.

O executivo lembra que muitas empresas tiveram que enxugar seus budgets por conta do cenário econômico. “Nossa tecnologia para muitos foi um alento, uma solução para ser mais eficiente, mas com menos gastos”, avalia. Segundo Magalhães, a Red Hat continuou contratando mesmo durante o período de crise econômica e pode fechar este ano ampliando o seu número de colaboradores em até 7%, o que representaria quase 20 novos postos no País.

A expectativa para o final do ano é que a unidade local repita o bom resultado do período anterior, e atinja um volume de crescimento acima do obtido pela companhia globalmente, superando os cerca de 20% de incremento na receita atingidos pela corporação. Logicamente, o desempenho brasileiro chama a atenção da matriz. “O Brasil é um país muito importante para a estratégia global da Red Hat, pois é uma nação de destaque não apenas na região, mas mundialmente, com setores da indústria com grande relevância”, afirma Jim Totton, vice-presidente e gerente geral da unidade de plataforma corporativa da Red Hat.

Segundo dados do IDC, o código livre já é uma realidade nas empresas da América Latina. De acordo com um estudo conduzido pelo instituto de pesquisas com quase 180 empresas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, entre fevereiro e março deste ano, mais de 70% das companhias na região já usam algum software open source, com destaque para o desenvolvimento de banco de dados, aplicativos, plataformas web e sistemas operacionais.

A pesquisa traz como principais motivos para a adoção de software open source a redução de custos (52%), independência de provedor (46%) e capacidade de personalizar o código-fonte para desenvolver aplicativos (41%).