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Razões que farão de 2016 o ano da nova TI

CIOs precisarão renovar suas abordagens se quiserem que as empresas para os quais trabalham sobrevivam e prosperem

17 de Dezembro de 2015 - 08h55

Amit Pandey, CEO da empresa Avi Networks, diz que 2016 será o ano da "nova TI." A confluência de ambientes e aplicações em nuvem, juntamente com tecnologias como redes definidas por software, está reescrevendo as regras para a TI, diz ele.

A transformação está em andamento há algum tempo, mas Pandey diz que em 2016, os CIOs e outros líderes de tecnologia terão forçosamente que renovar a forma como aproximam a TI das áreas de negócio se quiserem que as empresas para as quais trabalham mantenham o ritmo e continuem competitivas.

Eles vão precisar purgar sistemas legados que dificultam a agilidade e abraçar a transformação digital na forma da Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e outras "tecnologias de terceira plataforma" (como a IDC chama o modelo SMAC).

Aqui estão cinco previsões de Pandey sobre a "nova TI", a partir de 2016.

1. Proprietários de aplicativos serão os donos da TI

Em 2016, DevOps e TI vão se tornar sinônimo, diz Pandey. Os CIOs terão de adotar uma mentalidade app-centric ou correrão o risco de perder influência. Isso significa que os proprietários de aplicativos vão conduzir os processos de escolha das ferramentas, técnicas e habilidades que precisam. E aTI terá que fornecer recursos self-service aos proprietários de aplicativos.

"LOBs são agora os principais influenciadores de estratégia de TI e exigem uma experiência de usuário perfeita para suas equipes e clientes", diz Pandey, para quem o provisionamento de serviços de aplicativos em data centers tradicionais dará lugar a aplicativos de serviços (como segurança, balanceamento de carga e Analytics). O investimento em TI será considerável e CIO será responsabilizado por escolhas amigável para desenvolvedores de software, orientado por plataformas e serviços da área de consumo".

2. O data center assumirá características de nuvem pública

As empresas vão buscar cada vez mais a flexibilidade, a agilidade e escala típicas das infraestruturas de cloud pública, diz Pandey, e manterão uma mistura híbrida de data centers proprietários e nuvem pública.

"A infraestrutura de computação de baixo custo, a escala contínua dos aplicativos e a fácil integração em práticas de desenvolvimento têm sido largamente direcionados a serviços de nuvem pública como o AWS", diz Pandey.

"Um nexo de forças, incluindo o amadurecimento das implementações OpenStack, ferramentas de container e implementações (como Mesosfera, Docker e CoreOS) e redes definidas por software vai levar as empresas a usarem in-house recursos cloud-like"

3. Arquiteturas Web-scale se tornarão disponíveis para a maioria das empresas

As empresas não estarão mais confinadas ao uso de hardware especializado para serviços de data center em 2016, prevê Pandey. O desempenho dos novos servidores x86 e a proliferação de tecnologias software-driven elásticas permitirá que empresas de todos os tamanhos possam adotar abordagens de arquitetura Web-scale, sem a necessidade hardware especializado.

"As empresas vão procurar (e encontrar) de hardware agnóstico para arquitetar seus data centers", diz ele. "Historicamente, essa abordagem era comum nas grandes empresas de internet, como o Google, Amazon ou Facebook. Mas, com o desempenho típico desses gigantes disponível agora em servidores x86, o aumento das práticas DevOps e dos serviços baseados em software (apps), a arquitetura web-scale estará disponível para a maioria das empresas."

4. CIOs serão pressionados ainda mais a reduzir as despesas operacionais

Pandey diz que os orçamentos de TI vão apertar, levando a uma desaceleração no investimento em tecnologias tradicionais. O que, por sua vez, levará os CIOs a direcionarem ainda mais os seus gastos para um modelo baseado no consumo dos recursos.

"Os dias de gastos excessivos em ferramentas e equipamentos tradicionais, que têm se mostrado parcialmente eficazes, vai acabar", diz ele. "Como exemplo, o Netflix abandonou o uso de ferramentas antivírus tradicionais. Para as ferramentas de data center, os CIOs serão obrigados a deslocar os gastos com TI dos orçamentos de capital para os orçamentos operacionais.

A necessidade de uniformizar as arquiteturas das aplicações em ambientes multi-nuvem irá influenciar as decisões de compra da TI (uma vez que as tecnologias baseadas em hardware tradicionais não são portáteis). Os líderes de TI serão forçados a resolver o problema da subutilização de equipamentos próprios (bens de capital) que se aplicam apenas a um ambiente, especialmente em empresas que utilizam a computação em nuvem."

5. Ataques cibernéticos e violações de dados na nuvem se tornarão realidade

Embora as empresas tenham suspeitado da segurança dos seus dados em ambientes de nuvem desde o início, até hoje não tivemos muitas ocorrências de violações na nuvem. Mas isso vai mudar em 2016, diz Pandey.

"O grupo de trabalho internacional sobre resiliência da nuvem monitora downtimes e riscos de segurança", diz Pandey. "Até agora, não houve grandes falhas de segurança ou desafios de disponibilidade significativos. No entanto, os desafios de segurança são frequentemente citados como razão pela qual as empresas hesitam em mudar sua computação para a nuvem. Com mais e mais empresas adotando a nuvem e uma parcela maior de dados confidenciais e aplicativos colocados lá pelos usuários, os desafios de segurança (DDoS ou outros ciberataques), perda de dados e potenciais interrupções vão aumentar. "