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Questão cultural é principal obstáculo para adoção de soluções de IAM, diz enquete

Restrição de orçamento de TI é outra barreira apontada por executivos para adoção de soluções de gerenciamento de identidade e acesso, mostra enquete da Netbr

21 de Novembro de 2017 - 17h27

Cerca de 35% das grandes e médias empresas que atuam no Brasil já implantaram ou estão em fase de expansão de alguma solução de gerenciamento de identidade e acesso (IAM) ou de acesso privilegiado (PAM), de acordo com enquete com 200 profissionais de TI realizada pela Netbr, empresa especializada em tecnologias de gestão do acesso e da identidade digital. O levantamento foi feito durante o Gartner Symposium/ITxpo, ocorrido em outubro último, em São Paulo.

Segundo a análise, outros 30% das empresas planejam iniciar a adoção de soluções de IAM e PAM no prazo de até um ano. As restantes 35% ainda não têm prazo definido para a implantação.

De acordo com André Facciolli, CEO da Netbr, é possível perceber que as empresas mais maduras em estratégia de governança corporativa já absorvem, de forma quase compulsória, as tecnologias de controle de identidade e acesso. "Outro grande número de empresas está acelerando a implantação exatamente para responder a uma exigência cada vez maior de instrumentos de governança e compliance", afirma.

O levantamento aponta a questão cultural como principal obstáculo para o atraso na adoção de soluções de IAM e PAM, com 33% dos entrevistados admitindo haver resistência ou pouco conhecimento dos usuários internos em relação a essas tecnologias. Em segundo e terceiro lugar — ambos com 23% das respostas —, aparecem a restrição de orçamento de TI e o descompasso existente entre as demandas por essas soluções e as diretrizes da alta gestão.

Em busca de eficiência e compliance

O estudo pediu aos executivos para apontarem os principais elementos de pressão nas empresas para que elas adotem rapidamente as tecnologias de gestão de acesso e identidade. Em 94% das escolhas, como primeira opção, o principal fator apontado é a necessidade de se criar um ambiente propício à implantação da governança e das exigências de compliance. 

Em 88% das escolhas, como segunda opção, vem a necessidade de agilizar os processos de autorização de acesso gerenciado para usuários finais e administradores. 

Na visão de Facciolli, as duas respostas confirmam que a governança continua a ser o item de maior pressão, devido à crescente ação de auditores e à importância cada vez maior das normas regulatórias. "Contudo, chama a atenção o alto índice de profissionais que veem a governança como resposta para a necessidade de automação e ganho de eficiência em processos de concessão de acesso a usuários e entidades lógicas. E esta constatação fica ainda mais patente no caso de empresas envolvidas em projetos de transformação digital, nos quais a agilidade é um dos pontos de maior destaque", comenta o CEO.

Automação: assunto pouco conhecido

Os benefícios e as barreiras de adoção da automação de processos por meio de soluções robóticas (RPA) ainda são pouco conhecidos pelas empresas, segundo 28% dos entrevistados. Além disso, os principais fatores a dificultar o ingresso dessa tecnologia nas corporações são a resistência cultural por parte dos funcionários (citada por 22%) e restrições da alta cúpula em relação a processos automáticos (citadas por 18%). Para outros 32% ainda há dificuldade de se justificar o investimento nesse tipo de solução.