Gestão

Quem precisa de um modelo de negócio transformador?

O cenário atual está bem favorável a novos modelos transformadores se considerarmos que a tecnologia disponível tornou-se uma ferramenta facilitadora para a criação de modelos de negócios disruptivos

21 de Fevereiro de 2017 - 12h25

O modelo de negócio é a forma em que a empresa cria e captura valor para todos os seus principais públicos de interesse, colhendo vantagens para seus clientes. Pensando estrategicamente, esta é uma preocupação constante para os empreendedores. Mas como saber se a sua empresa precisa investir em um novo modelo  e que transforme a forma de gerar valor?

Todas os segmentos empresariais podem apresentar um modelo de negócio dominante. Donos de supermercados, por exemplo, seguem a mesma maneira de venda, criando um estilo único que todos os concorrentes respeitam. Podemos dizer que este modelo está próximo da máxima eficiência, ou seja,  não há muito o que melhorar. Quais os caminhos para ganhar com esta regra de jogo? Ser o líder deste modelo dominante ou criar um novo modelo que transforme a base de geração de valor?

O cenário atual está bem favorável para novos modelos transformadores se considerarmos que a tecnologia disponível tornou-se uma ferramenta facilitadora para a criação de modelos de negócios disruptivos. E este cenário é acessível a todos. Portanto, se sua empresa não o aproveitar seu concorrente ou um novo entrante poderá fazê-lo.

Um exemplo clássico foi a estratégia adotada pela Apple há cerca de 15 anos. A marca, que até então não participava do mercado de music players, criou o Ipod e uma loja virtual de música, o Itunes, superando assim os percussores do MP3 e tonando-se um modelo de negócio transformador positivo para o mercado à época.

Avaliando casos de sucesso atuais, podemos perceber grupos de propostas transformadoras diferentes como  compartilhamento de ativos e economia colaborativa, caso da Uber e o Uberpool, pagamento baseado no uso, permitindo que a pessoa pague de acordo com sua realidade e necessidade pontual; ecossistema colaborativo como o Linux, um software aberto; personalização de serviços e produtos, onde se oferece produtos mais adequados aos clientes do que modelos dominantes; circuito fechado, onde se busca reaproveitar os bens gerados ao final do uso; e, por fim, organização ágil, que visa permitir adaptação em tempo real para atender as necessidades dos clientes. Todas estas propostas podem ser combinadas também.

Por isso, acredito que o modelo transformador é ideal para empresas líderes no modelo dominante que não querem se acomodar, para empresas que não conseguem vencer a líder no modelo dominante e para quem quer entrar em um novo mercado criando seu oceano azul. Bom, fica a pergunta: “você precisa de um novo modelo de negócio transformador”?

*Allan Pires é CEO da Targit para a América Latina & Texas.