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Quase 40% dos bancos não são capazes de diferenciar um ataque de atividades normais de clientes

Instituições financeiras reconhecem que é cada vez mais difícil detectar se uma transação é fraudulenta ou verdadeira, revela pesquisa

05 de Janeiro de 2017 - 19h52

Os bancos e as empresas de pagamento têm dificuldades de controlar as fraudes financeiras online no atual cenário tecnológico conectado e complexo. Mais de um terço (38%) das organizações reconhecem que é cada vez mais difícil detectar se uma transação é fraudulenta ou verdadeira, revela pesquisa realizada pela Kaspersky Lab em conjunto com a B2B International.

O estudo revela que o índice de fraudes online acompanha o aumento do número de transações online, e 50% das organizações de serviços financeiros pesquisadas acreditam que há um crescimento das fraudes financeiras eletrônicas. Esse avanço, juntamente com o crescimento massivo dos pagamentos eletrônicos combinado aos novos avanços tecnológicos e às mudanças nas demandas corporativas, tem forçado muitas delas a melhorar a eficiência de seus processos de negócios nos últimos anos.

A pesquisa mostra que 41% das empresas implementaram uma solução de segurança cibernética interna, e 45% contam com uma solução de terceiros, como do banco, para reduzir os riscos. Entretanto, 46% das empresas implementaram uma solução parcial ou não implementaram nenhuma solução contra fraudes financeiras. Dentre as organizações financeiras, apenas 57% têm uma solução de segurança especializada antifraude.

De acordo com esses resultados, cerca de metade das organizações que atuam no campo de pagamentos eletrônicos usa soluções não especializadas que, segundo as estatísticas, não são confiáveis contra fraude, e apresentam uma grande porcentagem de falsos positivos. O uso incorreto dos sistemas de segurança também pode acarretar o bloqueio de transações. Também vale notar que o desvio de pagamentos pode causar perda de clientes e, em última instância, uma redução nos lucros. Portanto, esse é um problema crítico para todas as empresas.

Mas a fraude não é o único problema. As instituições financeiras precisam reduzir o número de alarmes falsos em seus sistemas a fim de fornecer o melhor atendimento ao cliente possível. "Com a diversidade de dispositivos e protocolos de comunicação, juntamente com o crescimento exponencial das tecnologias de segurança, incluindo vários tipos de monitoramento, detecção e prevenção, chegamos à uma situação onde muitos adquiriram uma espécie de cegueira digital. Isso acontece porque há uma enorme quantidade de dados. A tarefa mais difícil é identificar entre os dados aqueles que realmente representam um valor e que permitem detectar ataques em redes de instituições e máquinas dos clientes. E muitas tecnologias modernas, que se denominam 'de ponta', na verdade servem pouco e são obsoletos”, observa Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab.