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Qual é o real valor dos dados?

Embora os dados ainda não possam ser mensurados com exatidão por meio de números, é sabido que a informação é o maior ativo de uma organização

31 de Março de 2017 - 13h55

Celulares, computadores, tecnologias vestíveis e até eletroeletrônicos geram sensível quantidade de dados. Não é por menos que muitas empresas, que no passado pertenciam a setores específicos, hoje assumem novos perfis relacionados à tecnologia. Há, inclusive, influenciadores apontando que no futuro só haverá empresas de tecnologia. Não sou tão radical, mas vejo que é cada vez mais importante encontrar o valor dos dados e tirar proveito deles a favor dos negócios.

Estudo recente da Frost & Sullivan sobre o mercado de big data e analytics na América Latina revela que o crescimento de dados levou as organizações a aperfeiçoarem a capacidade de usar big data na tomada de decisões mais inteligentes e em tempo real. De acordo com a consultoria, o ambiente de negócios competitivo impulsionou uma nova geração de soluções analíticas inovadoras, como as de previsão, visualização de dados e de tomada de decisão dinâmica.

Não é tarefa simples encontrar o valor dos dados, principalmente os chamados “não estruturados”, como imagens digitais, áudios, vídeos, documentos, conteúdo web, entre outros. Estes podem se transformar em informações valiosas e trazer à tona registros, históricos ou mesmo backups de transações financeiras de uma organização, por exemplo. De qualquer forma, os dados não estruturados também são recursos críticos aos negócios e devem ser considerados por meio de plataformas de armazenamento. 

O atual ambiente de negócios requer um sistema de storage que permita às organizações extraírem novas informações dos dados — sejam eles estruturados ou não — com agilidade, a fim de serem mais assertivas na tomada de decisão. Logo, em vez de analisar os dados de vez em quando ou raramente, é necessária uma plataforma que possa fazer isso em tempo real. Sem uma infraestrutura que suporte as análises de missão crítica em velocidade real, as organizações perdem oportunidade de ganhar dinheiro.

Por isso, relaciono aqui quatro dicas que as empresas podem seguir para obter vantagem orientada por dados, mesmo aquelas que já nasceram digitais:

· Adotar a tecnologia totalmente flash pode agregar valor no uso de cargas de trabalho complexas e exigentes em termos de desempenho. Essa tecnologia possibilita integrar futuras plataformas de maneira orgânica, como o NVM Express (NVMe), um novo protocolo de comunicação que rapidamente substitui a interface Serial Attached SCSI (SAS) em dispositivos para consumidores finais.

· Transformar o armazenamento de dados de aplicativos com o protocolo NVMe. Enquanto o NVMe é considerado atualmente uma tecnologia de nicho e de alto desempenho, acredita-se que, como protocolo mais rápido que SAS, o NVMe vai se tornar o novo padrão num curto prazo.

· Construir uma base de dados totalmente flash para os “não estruturados”. O flash, como mídia, é mais rápido que o disco, mas sua adoção tem sido subutilizada para cargas de trabalho não estruturadas. É preciso enxergar uma mudança para sistemas baseados em flash de alta performance, que funcionam com eficiência extrema e podem lidar com conjuntos de dados enormes.

· Além disso, implantar soluções de infraestrutura convergentes de próxima geração, otimizadas para ambientes de nuvem e aplicativos new stack, é outra sugestão para antever o futuro. Assim, as melhores tecnologias em cada camada são reunidas para obter todas as vantagens tecnológicas oferecidas hoje e amanhã.

Ter uma empresa orientada por dados requer uma base para a tomada de decisões em todos os níveis da empresa, passando até pela colaboração entre pessoas e máquinas. Isso requer que máquinas sejam preparadas para coletar dados e agir com certa autonomia e inteligência, e pessoas sejam capacitadas o bastante para analisar os dados e extrair as informações relevantes aos negócios da companhia. Nesse sentido, voltamos à questão central do meu conteúdo: qual o valor dos dados? Eles ainda não podem ser mensurados com exatidão por meio de números, mas é sabido que a informação é o maior ativo de uma organização.

*Wilson Grava é vice-presidente e gerente geral para a América Latina da Pure Storage.