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Quais elementos moldarão o futuro dos líderes de TI?

Deloitte observa que os responsáveis pela gestão da tecnologia terão perfil diretamente ligado ao momento e objetivos das corporações

23 de Março de 2016 - 07h15

A mudança é veloz e o perfil dos profissionais de TI precisa evoluir de maneira acelerada. Com base na transição das empresas rumo à digitalização de seus negócios, a Deloitte fez um levantamento e identificou quatro elementos que têm moldado o legado dos CIOs: prioridades de negócios, liderança e talento, relacionamentos e prioridades de investimentos.

A consultoria foi mais a fundo para tentar dissecar cada um desses tópicos a fim de compreender como será o futuro dos executivos a frente das estratégias de tecnologia e como eles se alinharão aos objetivos corporativos.

Especificamente sobre prioridades de negócio que influenciam as rotinas dos gestores de tecnologia estão questões referentes a melhorias de desempenho, custos, clientes, inovação e crescimento. “São temas que aparecem na agenda dos executivos, independente da indústria, geografia ou tamanho de suas empresas em que atuam”, sinaliza o relatório.

Com relação ao tópico liderança e talento, a Deloitte listou 12 capacidades (pedindo que os CIOs escolhessem as seis mais importantes para o sucesso em suas atividades). As mais relevantes versam sobre exercer influência sobre decisores internos, habilidades de comunicação, compreensão das prioridades estratégicas de negócio, gestão de pessoas, visão tecnológica e habilidade de gerenciar um ambiente complexo e de rápida mudança.

Cerca de 90% dos CIOs que participaram do estudo global não dominam pelo menos uma dessas habilidades. “Os três skills com maiores gaps referem-se a influência interna, gestão de talentos e visão tecnológica”, aponta o relatório.

O tópico sobre estabelecer relacionamento refere-se a capacidade de alinhar projetos e discursos com CEOs, CFOs, COOs e outros líderes de unidades de negócio. Apesar de terem avançado junto ao C-Level, a pesquisa revela que ainda há muito para evoluir em termos de relacionamento com profissionais de outros departamentos.

Sob a perspectiva de investimentos previstos para os próximos anos, o levantamento destacou um desejo dos gestores de TI em apoiar estratégias de negócio com ferramentas que ajudem na digitalização das organizações, especialmente sistemas analíticos.

Três perfis

A pesquisa da Deloitte buscou entender os padrões mais adequados para que CIOs entreguem valor às suas companhias e como terão que se preparar para a evolução que está por vir. A consultoria reforça que as demandas de negócio “precisam ditar” os rumos de atuação dos CIOs. A consultoria encontrou três perfis de acordo com a necessidade das empresas.

1. Operador confiável. Focados em disciplina organizacional para controle de custo e aumento de eficiência. Esse profissional é fundamental para projetos que habilitem tecnologia, suportem a transformação dos negócios e alinhem TI às estratégias corporativas. Essa postura será mais presente em organizações que enfrentam questões relativas à confiabilidade e busca por melhores desempenhos ou estabilização de seu núcleo tecnológico.

2. Provocador de mudança. Líderes que provocam iniciativas de transformação por meio do uso de recursos tecnológicos. São gestores que alocam tempo e esforço para suportar estratégias e entregar tecnologias emergentes. Esse tipo de lideres precisa de uma visão clara da demanda e habilidade de ajustes rápidos. São profissionais com mais apelo junto a indústrias com apetite por transformação. O trabalho desses CIOs vai além da tecnologia e processos, tocando aspectos de mudança cultural.

3. Cocriador de negócios. Gestores que investem tempo puxando estratégias de negócio e habilitando mudanças com execução efetiva dos objetivos planejados. São peças fundamentas em companhias de crescimento acelerado com base em recursos computacionais. Esses gestores precisam ter uma visão de longo prazo dos impactos causados pelos investimentos tecnológicos.