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Programação e desenvolvimento em PHP e Java são áreas com maior oferta de vagas

O estudo mostra também que a média salarial anual para desenvolvedores nas linguagens de programação .net, Java e mobile é de cerca de R$ 38 mil

06 de Setembro de 2017 - 17h32

As maiores ofertas de empregos na área de tecnologia da informação no Brasil, com base na quantidade de vagas abertas e na facilidade de preenchimento, além da média salarial, são para os cargos de programação e desenvolvimento em linguagens, como PHP, Java e front-end.

Entretanto, de acordo com levantamento feito desde o começo do ano pela Indeed, ferramenta online de buscas de empregos, a dificuldade em preencher algumas vagas que requerem grande especialidade técnica se torna evidente ao listar as oportunidades que estão abertas pelo maior tempo. Entre elas, estão engenheiro de software, que conta com 50% das vagas abertas há mais de dois meses, desenvolvedor full-stack, arquiteto de software (ambas com aproximadamente 42%) e desenvolvedor de software (cerca de 39%).

"À medida que todas as empresas se tornam digitais, a demanda por profissionais com elevadas habilidades técnicas está aumentando muito mais rápido que a disponibilidade de mão de obra qualificada. O resultado é um rápido crescimento em vagas não preenchidas e aumentos nos salários dos talentos que podem ocupar esses papéis", explica João Luís Olivério, country manager do Indeed no Brasil.

O estudo mostra também que a média salarial anual para desenvolvedores nas linguagens de programação .net, Java e mobile é de cerca de R$ 38 mil.

Mercado de trabalho promissor em TI

No início do ano, a IDC previu um crescimento de 2,5% no setor de TI do Brasil neste ano. A transformação digital foi apontada pela consultoria como uma das principais causas da retomada desse mercado. Diversas empresas estão investindo em tecnologia e automação, isso tem impulsionado diferentes tecnologias e áreas do mercado de TI.

No ano passado, os investimentos totais das empresas com TI no Brasil somaram US$ 38 bilhões, um recuo de 3,6% na comparação com 2015. Neste ano, a previsão é que haja uma recuperação dos investimentos na ordem de 6,7%, o dobro do previsto para o mercado global.