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Primeiros ciberataques com inteligência artificial devem atingir empresas em 2018

Avast prevê ataques com machine learning e uma onda de malware de mineração de criptomoedas

02 de Fevereiro de 2018 - 16h48

Dois mil e dezoite deve ser o ano que marcará os primeiros ciberataques com uso de inteligência artificial. A previsão é da empresa de segurança digital Avast, que aponta também que haverá um aumento de ataques em massa nos serviços de blockchain.

Relatório divulgado pela companhia mostra que um número maior de ataques sofisticados em cadeias de fornecimento deverão emergir, bem como um crescimento de malware sem arquivo (fiteless), brechas em dados e ameaças a dispositivos móveis, como Trojans bancários.

Ondrej Vlcek, CTO & EVP da Avast, alerta que a crescente disponibilidade de frameworks de aprendizado de máquina com códigos abertos, somada à queda significativa do preço de hardwares poderosos, deverá gerar novas oportunidades para o uso de aprendizado de máquina com o objetivo de driblar os algoritmos das empresas de segurança. "Nossa expectativa é de que os cibercriminosos não apenas vão lançar ataques de malware, mas realizarão campanhas sofisticadas de phishing", comenta.

Confira três previsões da Avast para o cenário do cibercrime em 2018:

Mudança nos vetores de ataque

O Laboratório de Ameaças da Avast prevê que muitos ataques observados em 2017 vão continuar ameaçando as empresas, os dados pessoais e a privacidade dos usuários, mirando em PCs, smartphones e dispositivos de internet das coisas (IoT). Os especialistas da Avast preveem uma mudança nos vetores dos ataques para 2018, com ameaças às cadeias de fornecimento tornando-se mainstream e as vulnerabilidades da chave RSA sendo potencialmente exploradas para roubar dados e injetar cargas maliciosas em dados assinados.

Razões dos cibercriminosos vão oscilar

Conforme o relatório, além do uso crescente de fiteless, a Avast prevê que os cibercriminosos utilizarão o ransomware como uma arma regular e mais agressiva para empregar em malware de mineração de criptomoedas e nos ataques a serviços de blockchain à medida que o seu uso se espalha. A Avast estima ainda que as ameaças a malware de mineração e os golpes voltados às moedas digitais vão aumentar, com o crescimento da popularidade das criptomoedas.

Dispositivos móveis continuarão sendo atrativos para os cibercriminosos

Quando o assunto é a segurança dos dispositivos móveis, os downloaders, rooters e aplicativos falsos foram as maiores ameaças para os smartphones dos usuários em 2017. A Avast prevê que haverá um grande aumento de app fraudulento, bem como um crescimento de trojans bancários e ransomware em 2018.