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Preço do Bitcoin ultrapassa cotação do ouro pela primeira vez na história

Há cerca de um mês do prazo final para que a SEC dos EUA decida se aprova ou não a proposta de criação de um fundo, resultando no primeiro ETF bitcoin, valor da moeda virtual dispara

03 de Março de 2017 - 13h57

Pela primeira vez desde o surgimento do bitcoin, a cotação  da moeda virtual ultrapassou a do ouro, segundo o site especializado Coindesk. Nos Estados Unidos, uma unidade da moeda virtual atingiu US$ 1.238,11, nesta quinta-feira, 2, passando a cotação de uma onça de ouro que estava sendo negociada por US$ 1.237,73. Neste ano a cotação da moeda digital já teve valorização de mais de 30%.

A alta ocorre após uma pausa nos aumentos de preço do bitcoin, que começou o ano rompendo a marca de US$ 1.000. Nas últimas semanas, no entanto, os mercados registraram grandes mudanças, superando a alta de três anos atrás, em 23 de fevereiro. Na verdade, o ritmo de alta da moeda virtual começou no segundo semestre do ano passado. Desde então, o preço continuou a subir de forma constante, resultando em um novo recorde histórico, já que é a primeira vez na história do bitcoin que o preço ultrapassa a casa dos US$ 1.200.

Talvez o que tem ajudado a impulsionar o preço da moeda virtual seja o otimismo dos traders em relação à perspectiva de que a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos, aprove o ETF Bitcoin. A SEC tem até o dia 11 de março para decidir se aprova ou não a proposta de criação de um fundo apresentado há quase quatro anos por Cameron e Tyler Winklevoss. Caso seja aprovado, será o primeiro ETF bitcoin emitido e regulamentado por uma entidade norte-americana.

A expectativa é que, com a regulamentação da SEC, não apenas aumente a confiança na moeda digital, incentivando investidores a aplicarem dinheiro no ativo, mas que as instituições do mercado de capitais possam dar um pouco de estabilidade às negociações. Em outras palavras, os traders avaliam que um monte de capital novo ingressará no mercado com relativa facilidade. A ETF abre a perspectiva também para que os investidores tradicionais obtenham a criptomoeda como parte de sua carteira. No entanto, eles não irião comprar bitcoin diretamente, mas sim usar um intermediário.

"Acredito que existem diversos fatores que têm impulsionado a alta. Os principais são as incertezas políticas nos EUA, a possível negociação do Bitcoin em bolsas de valores a partir deste mês e o aumento da demanda em diversos países como Índia e Venezuela", diz Rodrigo Batista, sócio do MercadoBitcoin.com.br, site de intermediação de compra e venda de moedas digitais.