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Pré-requisitos que aumentam a vida útil dos apps de sua empresa

Ao equilibrar os objetivos globais com o contexto específico do usuário, aplicativos corporativos são mais úteis, coesos e potentes

03 de Fevereiro de 2016 - 12h28

Desenvolver mais e mais aplicativos móveis nem sempre é a melhor resposta para as demandas de mercado e sua evolução. A explosão de aplicativos móveis criou experiências não muito harmoniosas para vários usuários corporativos.

Geralmente, os desenvolvedores mobile criam um app para cada recurso individual em vez de projetá-lo centrado na necessidade do usuário, com o objetivo de tornar os processos de trabalho individuais mais eficientes dentro de um contexto móvel específico (geolocalização, movimento, horário e comportamento do usuário).

Em vez de tentar criar um aplicativo que permita aos representantes de vendas acessarem documentos de trabalho, uma ideia melhor é tentar tornar as vendas mais eficientes por meio da melhoria do processo de vendas.

A integração e a orquestração de processos podem eliminar tarefas improdutivas e fornecer informações necessárias e precisas para o usuário, independentemente do sistema de software corporativo onde estiverem armazenadas. Ao equilibrar os objetivos globais com o contexto específico do usuário, aplicativos corporativos são mais úteis, coesos e potentes.

Segue seis tópicos que devem ser considerados para garantir aplicativos móveis harmoniosos que resistam ao teste do tempo:

1. Evite o "Tenho app para tudo"

É importante priorizar aplicativos com base no valor que eles oferecem em vez de lançar um app atrás do outro. Aplicativos em demasia, especialmente quando alguns têm valor limitado, podem resultar em um conjunto desconectado de soluções com custo elevado e difícil de manter, bem como gerar uma experiência de usuário fragmentada e confusa.

As empresas precisam identificar o papel do app em sua estratégia de transformação digital. Todo aplicativo novo deve apoiar esta estratégia com benefícios e valores tangíveis. Evite a criação de aplicativos que sejam demasiadamente expansivos ou de escopo muito limitado. Deve-se encontrar o equilíbrio ideal entre capacidade e usabilidade. Em geral, se duas ações sempre ocorrem no mesmo processo, pelo mesmo usuário e na mesma situação, então elas devem pertencer ao mesmo app.

2. Seja Holístico

Ao transformar um processo de negócios é importante ter uma abordagem multidisciplinar que rompa as divisões hierarquizadas e se concentra em proporcionar processos de ponta-a-ponta dentro de uma organização.

O processo de receber e atender um pedido, por exemplo, pode fluir através de vendas, produção, transporte e administrativo. Certifique-se de que os aplicativos integram dados e processos necessários em todas as etapas de negócios, tanto internos como externos, localmente ou em nuvem. Leve para a mobilidade as funcionalidades específicas que fazem sentido, incorporando até mesmo funcionalidades diferentes para usuários diferentes.

3. Surpreenda seus Usuários

Esteja ciente do dispositivo dos usuários, do contexto e a razão pelo qual o app é utilizado. Inclua ferramentas adicionais de funcionalidade e produtividade que facilitem a vida dos usuários, como integração com o Google Maps, que permite aos funcionários em campo encontrarem a rota mais curta a seus destinos ou visualizarem quais outros clientes estão nas proximidades.

Considere cuidadosamente as diferenças entre uso de smartphones e tablets. Sempre que for possível e pertinente, os gerentes devem poder visualizar painéis gráficos de KPI (Key Performance Indicators) importantes. Sempre que possível, deve-se utilizar o contexto para apresentar, de forma inteligente, opções de tipo de assistente e próximos passos em vez de forçar o usuário a navegar de tela em tela, como acontece em aplicativos tradicionais de desktop.

4. Olhe sob a superfície

A maioria dos recursos importantes do app corporativo estão sob a superfície, incluindo segurança, precisão dos dados, a capacidade de atualizar, transformar e sincronizar dados em diversos sistemas, junto com a capacidade de acionar automaticamente os processos de acordo com alterações, limiares ou ações específicas.

Sua plataforma de integração deve ser capaz de conectar-se aos sistemas desejados de maneira confiável e em tempo real. E seu app móvel e servidor devem ser capazes de trabalhar em modo off-line e de sincronizar quando estiverem on-line novamente.

5. Monitore o uso e o feedback

Sempre que possível, tome decisões com base em dados de utilização e pesquisas de experiência de usuário. Evite fazer suposições sobre o que você acha que funciona melhor. Converse com os usuários. Reúna dados concretos baseados em padrões de uso e comportamento. Comprove a validade do app através do cálculo de horas de trabalho economizadas, ganhos de produtividade e inovação por meio de novas capacidades fornecidas, além da redução de erros e de processos tornados mais rápido. Atualize o aplicativo com base em todas as opiniões e permita que ele se adapte com base em contexto e comportamento.

6. Não tenha receio de abandonar um app

Atue como uma empresa startup ágil e não hesite em mudar o rumo de sua estratégia. Se observar vários meses de resultados com uso baixo/nulo, não tenha receio de abandonar, fundir apps ou separá-los. Invista tempo revisando e realinhando processos de negócios, bem como a interface e experiência de usuário.

Conclusão

Visto que a mobilidade corporativa evolui sob uma transformação digital global mais ampla, existe uma necessidade natural de renovar apps, ou aposentar aqueles que deixaram de ser úteis ou relevantes. Lembre-se de olhar para um cenário mais amplo: apps corporativos móveis não podem continuar como funções isoladas - eles devem ser facilitadores de processos mais abrangentes, de ponta-a-ponta.

Com esta visão em mente, é mais fácil escolher as ferramentas e soluções ideais para apoiar as demandas por apps de sua empresa com velocidade, agilidade e confiabilidade.

*Glenn Johnson é vice-presidente Sênior da Magic Software Americas