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Poucas empresas são verdadeiramente digitais, constata MIT

Apenas 7% das companhias combinam competências tecnológicas com a capacidade de se organizar para implementação de iniciativas digitais

18 de Fevereiro de 2016 - 16h58

Poucas empresas têm usado as tecnologias com sucesso para tornarem-se uma organização verdadeiramente digital. Essa foi a constatação do relatório "Organizing for Digital: Why Digital Dexterity Matters", criado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) em parceria com a Capgemini.

O documento revela que as companhias que conseguiram digitalizar seus negócios tem o dobro de chances de registrar maior crescimento, lucratividade e satisfação dos clientes em relação aos seus concorrentes.

O relatório, o último de uma série que analisa as oportunidades e desafios trazidos pela digitalização da economia, é baseado em uma pesquisa com 274 executivos de 150 empresas espalhadas por 28 países.

O documento revela cinco atributos essenciais que diferenciam a maior parte das empresas digitalmente maduras:

• Mentalidade voltada ao digital e que priorize as soluções digitais antes de tudo.

• Experimentação sistemática para impulsionar a inovação por toda a organização.

• Capacidade de se organizar rapidamente em torno de novas oportunidades digitais.

• Empoderamento dos funcionários da empresa por meio do acesso aos dados

• Engajamento dos funcionários, encorajando a resolução de problemas de forma colaborativa.

Os especialistas também avaliam a “destreza digital” das empresas, ou seja, capacidade de adaptar rapidamente o formato organizacional para obter mais valor com transformações digitais sucessivas, tornando-se, por exemplo, organizações mais inteligentes, por meio de decisões sistemáticas baseadas em dados, transferência de mais poder de decisão aos funcionários da linha de frente e colaboração integrada entre as áreas.

A análise observa que as empresas se encontram em níveis diferentes na criação dessa cultura como parte de sua estrutura:

• Um pequeno grupo (7%) de importantes empresas exibe uma mentalidade marcada pela destreza e priorização do digital: elas possuem operações totalmente digitais, conseguem se organizar rapidamente, detectam novas tendências e possuem experiência e competência significativa em tecnologias digitais.

• A maioria das empresas ainda se encontra na fase de transição, tentando lidar com a instabilidade entre os novos modelos organizacionais e os antigos: muitas delas (56%) estão na fase inicial, começando a mudança e formando gradualmente suas competências digitais, enquanto um número considerável (21%) encontra-se num estágio avançado de transição, adotando várias funções digitais para personalização da experiência do cliente, simplificando tarefas rotineiras e facilitando a colaboração interna dentro e além das fronteiras da organização.

• 16% das organizações estão 'estacionadas', não apresentam competência digital significativa, lutam com as possibilidades, são inflexíveis e incapazes de responder às tendências e necessidades do cliente.