Tecnologia > Educação

Positivo será responsável por adaptar hardware educativo inglês para uso nas escolas

Fabricante brasileira de PCs, tablets e smartphones selou aliança estratégica com a Micro:bit Foundation para aperfeiçoar e adaptar o hardware britânico para uso em escolas do Brasil

25 de Outubro de 2017 - 15h37

O Brasil aderiu oficialmente, na terça-feira, 24, ao consórcio em torno do micro:bit, plataforma inglesa baseada em uma pequena placa cujo objetivo é despertar o interesse de crianças e adolescentes por programação, inspirar a criatividade digital e, assim, ajudar a formar novas gerações de inovadores.

A Positivo Tecnologia será responsável por aperfeiçoar e adaptar o hardware britânico para uso em escolas do Brasil e de outros países da América Latina e da África. A iniciativa da empresa conta com apoio da Secretaria de Política de Informática (Sepin) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A fabricante brasileira de PCs, tablets e smartphones selou aliança estratégica com a Micro:bit Foundation nesta terça-feira em Brasília.

O diretor de Ecossistemas Digitais do MCTIC, Otavio Caixeta, definiu o micro:bit como um kit capaz de inserir crianças no universo digital. “A Sepin considera isso uma questão cada vez mais crucial”, comentou. “Não tem como o país se preparar para o mundo da Indústria 4.0 se não formarmos uma geração que saiba programar. É aí que o micro:bit entra. Com a presença do Brasil neste consórcio internacional, a ideia é que a gente coloque esse dispositivo em escolas por todo lado. As crianças vão poder levá-lo para casa e aprender de uma maneira lúdica como programar. Dessa forma, vão se interessar pelo raciocínio lógico. Isso pode ser ensinado brincado.”

A entrada da Positivo Tecnologia no consórcio internacional se deve à Lei de Informática, programa de benefícios fiscais coordenado pela Sepin, por meio do qual empresas se comprometem a investir em pesquisa e desenvolvimento. “A fabricante aplica parte desses recursos justamente no desenvolvimento de uma versão brasileira do micro:bit e, em paralelo, trabalha na formulação de planos de aula adaptados para a nossa realidade local e em projetos pilotos.”

Nas palavras do vice-presidente de Inovação Educacional da Positivo Tecnologia, Alvaro Luis Cruz, a Lei de Informática ajudou a empresa paranaense a criar inovações capazes de causar impacto real no dia a dia de alunos e suas famílias. “O MCTIC viabilizou um sonho nosso, porque acreditamos que a vida pode ser melhor e mais inteligente com tecnologia.”

Ex-secretário de Política de Informática do MCTIC, o presidente da Telebras, Maximiliano Martinhão, associou o micro:bit a outra iniciativa do ministério, o programa Brasil Mais TI, plataforma de educação a distância em tecnologia da informação. “Formar gente é uma preocupação constante no ministério.”

A diretora de operações da Micro:bit Foundation, Kavita Kapoor, destacou a origem do hardware como um projeto da BBC, rede pública de rádio e televisão do Reino Unido. A placa programável vem sendo distribuída gratuitamente desde 2016 a alunos do sétimo ano de escolas da Inglaterra e do País de Gales. Segundo ela, o projeto já beneficiou um milhão de estudantes, professores e pais. “Nosso objetivo global é de 100 milhões de usuários.”

Diante do sucesso da experiência, o grupo criou a Micro:bit Foundation, a fim de implementar a plataforma em outros países. Hoje, há projetos em andamento em nações como Finlândia, Irlanda, Noruega e Holanda.