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Por que sua empresa precisa criar um laboratório de inovação?

Departamentos de TI com estrutura bimodal podem estar na moda, mas ter uma área dedicada a P&D é atraente para superar desafios da inovação

10 de Março de 2016 - 09h30

A inovação leva tempo - e dinheiro, pessoas e recursos. É por isso que é comum para as empresas concentrarem-se nas atividades diretamente relacionadas ao negócio e descuidarem-se da necessidade de investir em laboratórios de inovação - um departamento específico dedicado a trabalhar em protótipos e consolidar novas ideias e processos.

Parte do problema é que pode ser difícil quantificar e justificar o orçamento envolvido. Para muitos líderes de TI, é difícil superar o estigma dos laboratório de inovação:ser considerado um dreno financeiro. Vitrine para proezas de engenharia que consomem recursos, sem a certeza de entregar valor.

"Muitas vezes eles não têm ligações claramente definidas nas estratégias ou metas específicas de negócios", afirma Charles King, analista da Pund-IT. Um erro, porque, "em essência, laboratórios de inovação criam um espaço "seguro", onde explorar ideias não convencionais, radicais até, na esperança de mudanças inspiradoras ou novas oportunidades que poderiam melhorar os negócios da empresa" completa.

Para descobrir as melhores razões para ter um laboratório de inovação, a CIO.com conversou com três grandes empresas que construíram ou estão em processo de construção dos seus laboratórios: a Lowe’s, a IBM e a Autodesk. Confira a íntegra do artigo, em inglês.





As crescentes pressões competitivas levam à necessidade de inovar, não apenas em produtos e serviços, mas principalmente em modelos de negócio. E mudar o modelo de negócio de uma empresa de uma indústria afeta a dinâmica de toda a indústria, gerando um efeito contínuo de inovação.

Inovar significa mudar, quebrar o status quo. Muitas vezes as inovações ocorrem por uma questão de sobrevivência. O aparecimento de novas tecnologias pode acabar de um momento para o outro com negócios já estabelecidos. O aparecimento do MP3 e internet afetou radicalmente a cadeia de valor da indústria fonográfica. As câmeras digitais destruíram o valor dos filmes e câmaras analógicas e de sua indústria.

Interessante observar que neste processo de inovação, conceitos arraigados deixam de existir. Processos e competências consideradas fundamentais passam a ser feitas fora de casa. Um exemplo, a fabricação. Será que fabricar um produto é competência essencial da empresa? E logística? Não pode ser feita por alguém mais especializado e eficiente?

O que distingue uma empresa voltada para inovação? Em primeiro lugar, as mudanças nos conceitos e nas culturas internas. Uma dessas mudanças pode ser o interesse em criar um departamento focado em inovação. Que nem sempre precisa estar associada única e exclusivamente a P&D, mas a processos que possibilitem às empresas fazer as coisas de modo diferente, criar novos serviços e, até mesmo, novos modelos de negócio.

E como essas inovações estarão cada vez mais sendo impulsionadas pela digitalização, você CIO estará no epicentro do vértice destas mudanças. Apps contextuais, Impressoras 3D, IoT, computação cognitiva, veículos autônomos, etc., fazem uma lista quase interminável de disrupções à vista em quase todos os setores de negócio.

E lembre-se sempre: inovação não existe no vácuo. Isso implica que além de cartazes na parede incentivando a inovação, devem existir estratégias e ações que façam acontecer as boas ideias que surgem dentro e fora das empresas.

A visão executiva deve ser: “se a disrupção é inevitável, é melhor que nós a façamos e não os outros”.