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Podemos eliminar a pobreza mundial até 2030, garante Bill Gates

Fundador da Microsoft se diz otimista em relação aos avanços para reduzir desigualdade mundial e indica papel fundamental da TI

22 de Janeiro de 2016 - 11h39

Bill Gates, o homem mais rico do mundo, acredita que é possível erradicar a pobreza da face da Terra até 2030. O fundador da Microsoft publicou um artigo em que explica por que acha que tal meta seja alcançável.

Segundo ele, os progressos mundiais vistos até agora em relação a mortalidade infantil, materna e queda nas ocorrências de AIDS e outras doenças são motivos para manter o otimismo a vista. Gates publicou o artigo de Davos, Suíça, onde acontece nessa semana o Fórum Econômico Mundial.

“Há uma boa razão para ser otimista sobre o progresso em reduzir a desigualdade. Desde a virada do século, avanços notáveis foram tomados em direção a um mundo onde cada pessoa tem a chance de levar uma vida saudável e produtiva. As mortes maternas têm caído quase pela metade; a mortalidade infantil e mortes por malária caíram pela metade; a pobreza extrema tem caído para mais da metade”, escreveu. Ele também lembra que no ano passado, 193 país que integram a Nações Unidas assinaram o Global Goals, cujo objetivo principal é eliminar a pobreza mundial.

“Nós estamos confiantes de que isso não é apenas possível como também veremos maiores avanços ao longo do caminho, que fornecerá oportunidades sem precedentes para pessoas em países pobres. De fato, nós pensamos que suas vidas melhorarão mais rápido nos próximos 15 anos do que qualquer outra época da história – e suas vias melhorarão mais do a de qualquer pessoa”, pontuou.

“Elas precisam de melhor acesso a saúde, especialmente serviços de planejamento familiar, expansão das melhores oportunidades econômicas, mais poder de decisão sobre suas próprias vidas (que em troca requer maior participação social e liderança pública”.

Gates destacou também a contribuição dos avanços da ciência e tecnologia para atingir tal meta “a tempo”, lembrando que as nações mais pobres precisam de melhor acesso a tais meios.

“Avanços científicos e tecnológicos – desde novas vacinas e culturas mais resistentes a smartphones e tablets mais baratos – estão entre os maiores motores de redução da pobreza”, diz.