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Pesquisa aponta principais falhas das empresas no engajamento dos funcionários

A maioria dos empregados diz não ter a tecnologia adequada para realizar o seu trabalho, segundo o Estudo sobre Engajamento Global, da Oracle

28 de Outubro de 2016 - 12h13

Menos da metade dos funcionários diz contar com a tecnologia adequada para realizar o seu trabalho. A constatação está no Estudo sobre Engajamento Global divulgado nesta sexta-feira (28), pela Oracle, e realizado pela empresa de pesquisa de mercado global Kantar TNS. O trabalho consultou 5 mil funcionários em período integral, de organizações com 250 ou mais empregados. Em síntese, conclui que equipar os funcionários com a mais recente tecnologia, ter líderes acessíveis e fortalecer os valores da empresa são fatores importantes para o desempenho dos profissionais.

Um número relativamente baixo de empresas, de acordo com a pesquisa, está atualizada em termos de TI – apenas 44% dos entrevistados disseram que a tecnologia é utilizada de forma efetiva para aumentar a eficiência do seu trabalho. “Os funcionários, assim como os consumidores, estão cada vez mais ligados à tecnologia via múltiplos equipamentos, como dispositivos móveis, tablets e desktops. Eles esperam o mesmo nível de acessibilidade que possuem na vida pessoal com a tecnologia que eles encontram no trabalho”, diz Gretchen Alarcon, vice-presidente do Grupo de Estratégia de Produtos HCM da Oracle. “A tecnologia em nuvem possibilita essa experiência digital para os funcionários por meio de recursos capazes de ajudá-los a aprender, processar e consumir informação de uma maneira fácil. Uma interface mais moderna para a experiência do usuário também reflete o que eles estão acostumados em casa”.

A pesquisa também expressa a importância da liderança para um funcionário se sentir satisfeito e engajado. Segundo o levantamento, a produtividade começa com a integração: os funcionários estão insatisfeitos com o processo, já que menos da metade, ou 41%, acredita que as práticas de integração da empresa levarão ao crescimento e sucesso. Os gestores não só são responsáveis pelas primeiras impressões de um funcionário sobre a empresa durante o processo de integração, mas também são o primeiro exemplo de direção para os novos contratados. Apenas 47% dos entrevistados enxergam seus líderes como visíveis e acessíveis, e apenas 44% expressaram ter confiança na sua liderança, o que indicaria a falta de parceria entre a gerência e os funcionários.

“Os funcionários decidem se querem continuar na empresa nas duas primeiras semanas de emprego”, observa Alarcon. “Isto significa que é nos primeiros 14 dias que eles começam a se perguntar: ‘Eu acho que conseguirei progredir aqui?' 'Eu tenho um gerente que possa ser um mentor e estou tendo a habilidade de criar uma rede e ser apresentado para as pessoas e ferramentas certas para desempenhar melhor a minha função?’ Isto é especialmente importante quando pensamos no desenvolvimento dentro de uma empresa – os candidatos querem sentir que a empresa é perfeita para eles”.

Nesse sentido, o estudo da Oracle incluiu os principais indicadores para uma liderança saudável no relacionamento com o funcionário. Os gestores devem definir exemplos de como se comunicar melhor com os que trabalham sob o seu comando e ser extremamente acessíveis, para que as pessoas se sintam conectadas com os objetivos da empresa. Também precisam se envolver ativamente no trabalho dos novos funcionários desde o dia em que eles começam e usar a tecnologia e as experiências digitais para permanecer em contato com os membros da equipe.

Além disso, as empresas se dão conta de que os valores compartilhados entre o funcionário e a empresa desempenham um imenso papel no engajamento dos funcionários. Surpreendentemente, apenas 38% dizem que a empresa em que trabalham está preocupada com o seu bem-estar geral – indicando que trabalhar na direção de um objetivo pessoalmente gratificante, ao mesmo tempo em que apoiam valores individuais, pode ter ainda mais peso do que uma compensação monetária.

A cultura da empresa reflete esses sentimentos à medida que os funcionários ficam mais confortáveis e produtivos dentro de uma cultura de trabalho criativa e, ao mesmo tempo, flexível. Ainda que a compensação esteja muitas vezes conectada à satisfação dos funcionários, os indivíduos estão agora mais interessados em ingressar em empresas que compartilhem os mesmos valores pessoais. Seja o interesse em uma jornada de trabalho mais flexível, mais oportunidades de voluntariado, programas de saúde e bem-estar, as empresas já deveriam estar escutando e se conectando com os funcionários de mais maneiras relacionadas ao seu bem-estar pessoal.

A íntegra do estudo está disponível aqui: https://go.oracle.com/LP=39982?elqCampaignId=65988&src1=OW:O:P:Po&src2=Pr