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PC as a Service Híbrido, o fim do investimento em máquinas

Modelo PCaaS tem sido apontado como alternativa para redução de custo nas empresas e aumento de produtividade do negócio

20 de Fevereiro de 2017 - 19h34

Como já se sabe, TI é peça-chave para alcançar os objetivos de redução de custos e aumento de eficiência dentro das empresas. E computação em nuvem e a análise de grandes volumes de dados, o famoso big data, estão no topo da lista das tecnologias mais utilizadas atualmente para este fim.

Junto a elas, inovações têm surgido e vêm evoluindo rapidamente, entre elas o chamado PC como serviço híbrido — ou Hybrid PC as a Service (PCaaS). Trata-se de modelo no qual o usuário utiliza o dispositivo on-premises, da mesma forma como se fosse um PCaaS tradicional, mas acessando as funcionalidades do computador na nuvem pública.

O modelo PCaaS tem sido apontado pelo mercado como uma das principais tendências para os próximos anos, como alternativa para redução de custo nas empresas e aumento de produtividade do negócio. Segundo a IDC, o PCaaS deve ser explorado por 10% de todas as empresas ao redor do mundo ainda neste ano.

Hoje, a economia e a eficiência que a TI pode trazer estão entrelaçadas com o modelo de aquisição das máquinas. A compra definitiva do equipamento vai desaparecer, pois se trata de uma commodity que precisa ser constantemente atualizada, o que tornará mais interessante à contratação desses ativos como serviço, ainda mais se estiverem um ambiente controlado e flexível, como a nuvem. Em outras palavras, a TI como conhecemos está mudando para um formato focado no modelo pay per use (pague pelo uso), que é o modelo de negócios que orienta a contratação de serviços na nuvem, e traz benefícios diferenciados como provisionamento rápido e elástico em função da demanda, com um baixo investimento.

A adoção do PC as a Service Híbrido garante ainda manutenção e acompanhamento do ciclo de vida do hardware e suporte completo ao ambiente de nuvem, do usuário e do software. Além disso, os ambientes híbridos, que misturam a nuvem privada e pública, permitem às companhias delegar as funções de gestão citadas acima para o fornecedor dos ativos de TI contratados, de forma remota, somando ainda a facilidade de executar tarefas como, por exemplo, backup de dados, criação de máquinas virtuais e atualização de softwares, que a cloud pública somada à privada oferece.

Esta solução é o caminho apontado para empresas que precisam resolver questões que impactam a produtividade como mobilidade, capilaridade, provisionamento rápido, rapidez de mudanças de usuários e perfis de utilização e atualização tecnológica sem necessidade de renovação total do parque de máquinas.

Para o instituto de pesquisa Gartner, os ambientes híbridos farão parte da rotina das companhias ainda neste ano, já que 50% dos empresários de todo o mundo devem adotar este modelo de nuvem, por otimizar o legado tecnológico das companhias. Sem dúvida, o PCaaS orquestrado na nuvem híbrida corresponde a um universo de novas oportunidades para deixar os negócios das companhias e dos fornecedores de TI ainda mais rentáveis e produtivos.

Para enxergar o cenário de modo mais claro, de acordo com os dados da IDC, a pesquisa mostrou que quase 50% dos compradores de TI, de diversos portes e segmentos entrevistados, tiveram algum envolvimento com PCaaS nos últimos 12 meses ou está pensando em fazê-lo. Isso significa que os tomadores de decisões de TI estão posicionados para impulsionar e expandir o mercado de PCs com serviços complementares personalizados, adotando a nuvem para manter e estender o ciclo de vida do dispositivo.

Essa mudança de conceito, da aquisição definitiva de um ativo para um modelo de serviço, também acompanha o momento em que estamos vivendo. Atualmente, não precisamos mais comprar, por exemplo, um dicionário ou câmera fotográfica, pois podemos carregar esses dois produtos no celular, no formato de aplicativos. E convenhamos, de forma muito mais simples do que carregá-los no bolso, e com a facilidade de atualizá-los de qualquer lugar, a qualquer momento, com o simples download da versão mais recente do mesmo. Ou ainda, podemos trocar por outro melhor sem gastar muito.

Da mesma forma como os smartphones e seus aplicativos mudaram as nossas vidas, o PCaaS mudará a forma como investimos em equipamentos de acesso, como PCs, notebooks e até dispositivos móveis. O que sobrará para as empresas no final das contas será a gestão da qualidade dos serviços prestados pelos fornecedores e o pagamento sobre os ativos contratos, vantagem que fará toda a diferença na hora de concentrar a atenção no negócio.

*Luis Carlos Nacif é diretor-presidente da empresa Microcity.