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Oportunidade ou ameaça? O que esperar do futuro da Inteligência Artificial

Tecnologia atingiu tal ponto de atenção no mercado consumidor e corporativo que ajudou a diminuir temores sobre os avanços da IA

19 de Abril de 2016 - 11h23

A computação cognitiva, inteligência artificial e aprendizado de máquina vieram para ficar e prometem beneficiar tanto consumidores quanto empresas que explorarem tais tecnologias avançadas.

Esse foi o tom dos palestrantes do “Dawn of the Cognitive Era”, representados principalmente por startups e IBM no evento "TiE StartupCon" que aconteceu em Boston na semana passada.

Enquanto não faz muito tempo que a visão pública sobre a inteligência artificial deixou de ser influenciada por livros e filmes de ficção científica, um número crescente de aplicações de computação cognitiva como aquelas alimentadas pelo Watson da IBM começaram a se infiltrar na consciência do público.

Na verdade, muitas pessoas estão se beneficiando das vantagens da computação cognitiva, mesmo sem terem percebido, quando elas usam ferramentas como a Siri da Apple ou outros bots, ressaltou o moderador do painel e CEO da DataXylo, Abhi Yadav.

Tais aplicações foram possíveos, em grande parte, por meio do acesso à computação relativamente barata alimentada via nuvem. Isso resultou na tecnologia que finalmente atingiu um ponto alto de atenção no mercado e ajudou a dissuadir os temores que se sobressaem sobre os avanços da IA.

“Eu estou na verdade animado com o fato da inteligência artificial não ser mais um palavrão”, disse Bettina Hein, fundadora e CEO da Pixability, que usa algoritmos de aprendizado de máquina para revolucionar a publicidade em vídeo no YouTube, Facebook e outras mídias para tornar “sua vida virtual menos irritante”.

Andy Thurai, executive de Cloud e IoT da IBM, disse que a habilidade de sistemas de inteligência artificial para ler dados não estruturados como de vídeo, áudio e transmissão de dados de IoT também tiveram um grande desenvolvimento.

Para se ter uma ideia, a computação cognitiva está começando a impactar mercados como seguro de automóveis. Snejina Zacharia, CEO e fundadora da Insurify, destacou que os esforços de sua companhia vão desde para simplificar e automatizar o processo de compra de um seguro de carro a aplicar inteligência artificial para ranquear operadoras e recomendar cobertura do seguro.

Ela disse que uma das chaves para o uso de inteligência artificial é escolher áreas estritamente definidas para aplicá-las e então otimizá-las ao extremo, como responder a questões específicas das pessoas sobre seguro de carros.

A computação cognitiva está começando também ter sua marca na tecnologia da informação corporativa, disse Ernesto DiGiambattista, fundador e CEO de cibersegurança da companhia Cybric.

“A inteligência artificial está realmente levantando o maior peso para nós” em cibersegurança ao separar os sinais do barulho", disse, oferecendo humanos uma quantidade de dados muito mais peneiráveis para gerenciar. Com organizações encontrando dificuldade em preencher vagas em segurança da informação, construir “linhas de montagem virtuais” é a chave para tornar uma equipe já existente em mais proativa e eficiente, acrescentou.

“Está tornando nossos trabalhos mais fáceis”, disse DiGiambattista.