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Onde está a fragilidade da Internet das Coisas?

Investir em uma boa solução de data center ou cloud computing pode reduzir a vulnerabilidade dos sistemas

31 de Julho de 2017 - 12h58

Conectados. Esse é o nosso status diário dentro de uma sociedade digital que conecta cada vez mais as pessoas. Estamos nesse meio e vemos a transformação acontecer a cada segundo. E essa conexão está indo além, pois para integrar pessoas são necessários dispositivos que já são ferramentas fundamentais para nossas atividades cotidianas.

A Internet das Coisas (IoT) já é uma realidade em diversos países e mercados e faz a ponte entre os mundos físico e digital, integrando e monitorando realidades. Segundo o Gartner, 8,4 bilhões de dispositivos estarão conectados em todo o mundo até o fim deste ano e a previsão é chegar a 20,4 bilhões até 2020. Os dispositivos estão em todos os lugares — podem ser totens de supermercados, geladeiras domésticas, câmeras de vigilância, por exemplo, que, quando conectados, colhem informações valiosas e estratégicas.

No Brasil, o mercado de IoT movimentou US$ 4,1 bilhões só em 2016, segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Software  (Abes) em parceria com a IDC. Atualmente, o Ministério de Ciências, Tecnologia, Inovação e Comunicação trabalha no Plano Nacional de Internet das Coisas que abrange três diretrizes: diagnóstico de IoT no Brasil, definição de setores prioritários e a formulação de ações e recomendações para agilizar a implementação da tecnologia no país.

Essa movimentação mostra que a implantação da Internet das Coisas promove melhoria do desempenho de produtos e serviços, já que todos os dispositivos estão interligados e alimentam uma base rica em informações. No entanto, esse processo demanda maior proteção e preservação dos dados fornecidos com absoluta segurança da privacidade dos usuários, à medida que a conexão entre dispositivos cresce. E aqui está o ponto crítico: quão frágil é essa conexão?

Nos últimos meses, vimos diversos ataques aos dispositivos conectados via IoT e sabemos que os cibercriminosos já tentam se aproveitar de todas as vulnerabilidades e fraquezas que encontram na segurança digital. Por isso, é necessário desenvolver aplicações com as tecnologias mais seguras e atuais possíveis, que checam as credenciais de cada usuário; e investir em criptografias e softwares que reduzam os riscos ao máximo. Em conjunto com essas medidas, as atualizações devem ser constantes, pois ao atualizar rapidamente os sistemas, os riscos são mitigados.

Além da proteção de software, a infraestrutura física deve estar segura também. Por ter pouco recurso de hadware, a IoT ainda não possui uma implementação integralmente segura. Por isso, investir em uma boa solução de data center ou cloud computing é o ideal, já que essas empresas são especializadas em manter dados seguros em todos os âmbitos e podem reduzir a vulnerabilidade dos sistemas.

Por último, a conscientização do usuário é uma medida constante. Por mais que essa barreira seja um pouco mais resistente, pois envolve mudança de cultura e de hábitos das pessoas; essa é a ponta mais fraca e que exige muita atenção. O compartilhamento de informações sobre procedimentos de segurança, tanto para o segmento corporativo quanto para o consumidor, torna o ambiente integralmente mais seguro e, consequentemente, tornará todo o sistema alimentado pelo mundo de dados proveniente da IoT um ambiente mais protegido e saudável.

Desse modo, não teremos somente a internet das coisas, mas também a internet das pessoas.

*Carlos Vieira é gerente de detecção de fraude online da Diebold Nixdorf.