Telecom > Governo

Oi diz que busca alternativas para tentar entendimento entre acionistas e credores

Com dívidas de R$ 65,4 bilhões, operadora de telefonia quer viabilizar entendimento para evitar intervenção do governo na empresa

31 de Março de 2017 - 19h29

A Oi divulgou comunicado nesta sexta-feira, 31, informando que suas atividades têm sido desenvolvidas normalmente e que está comprometida em garantir a sustentabilidade da companhia. A operadora de telefonia encontra-se em processo de recuperação judicial e, recentemente, o governo tem sinalizado que pode fazer uma intervenção na empresa, caso seja necessário.

"É parte do nosso comprometimento também buscar intensamente e incansavelmente as alternativas possíveis para viabilizar o entendimento, o mais rapidamente possível, entre acionistas e credores, no sentido de se chegar a um acordo que assegure um ambiente positivo para o futuro da Oi. É importante que as duas partes, entendendo suas responsabilidades, se engajem para alcançar a aprovação de um plano de recuperação judicial que fortaleça a Oi”, diz o presidente da empresa, Marco Schroeder.

A Oi informa que vê com naturalidade o acompanhamento realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a sua situação, mas entende que as melhorias que a empresa vem registrando “mostram que não há nada que coloque em risco o serviço que a companhia presta a seus clientes e à cadeia do setor de telecomunicações”. Nesta semana, a Superintendência de Controle de Obrigações da Anatel enviou um ofício às operadoras de telefonia para fazer o mapeamento das redes de telecomunicações, caso haja uma interrupção na prestação de serviços da Oi.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse recentemente que o governo está preparando uma medida provisória com regras para fazer a intervenção da empresa, caso seja necessária.

A Oi entrou com pedido de recuperação judicial em junho do ano passado, que inclui dívidas de R$ 65,4 bilhões. A operadora tem mais de 70 milhões de clientes e detém concessões de telefonia fixa em grande parte do país, além de autorizações para a prestação de telefonia e internet móvel. *As informações são Agência Brasil.