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O que mercado e profissionais de TI devem esperar para 2016

Embora impactada pela crise como qualquer outra indústria no Brasil, a TI nunca deixou de respirar e tende a ter um ano mais próspero

02 de Fevereiro de 2016 - 08h35

Uma boa notícia para este início de ano: a área de Tecnologia da Informação vai continuar sendo extremamente necessária no ambiente corporativo, seja para gerar ganho de produtividade, eficiência operacional ou redução de custos. O setor de TI simplesmente não pode parar, pois o mundo que conhecemos hoje gira em torno de dados, sistemas e soluções de controle, gestão, performance, mobilidade, cobrança, transações correntes etc.

Dessa forma, projetos que foram adiados em 2015 por conta do clima de pessimismo com a crise política e macroeconômica do país, e consequente contenção nos investimentos, tendem a ser retomados. Outro fator que deve ajudar a impulsionar a TI em 2016 no Brasil é a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Mais demandas de infraestrutura movimentam a economia como um todo e a TI é um pilar fundamental nesse cenário. Ou seja, a expectativa geral é de um ano mais promissor do que foi o último para a área de Tecnologia.

Vamos agora à notícia não tão boa, bem antiga até, mas que pode continuar significando oportunidades: faltam profissionais qualificados para ocupar as vagas abertas pela área de TI! Sim, as empresas estão cada vez mais exigentes na hora de contratar. Como as tecnologias se modernizam e avançam de modo muito acelerado, o Brasil tem que correr para tentar acompanhar esse ritmo. O que acontece é que os profissionais brasileiros apresentam dificuldade para se manterem atualizados, e as empresas, por sua vez, precisam acompanhar a demanda de tecnologia imposta mundo afora. Resultado: não se encontram profissionais à altura das exigências, cada vez maiores, impostas pelo mercado.

As empresas precisam de profissionais que tenham conhecimento universalizado. No setor de TI, simplesmente não funciona aquele pensamento de “vou passar no processo seletivo e depois aprendo como se faz”. Esse profissional não vai sequer ser considerado. A competitividade atualmente no ambiente de TI é mundial. Se a companhia que precisa do serviço não encontrar profissional habilitado a desenvolver isso no Brasil, vai procurar em outros países.

Nesse contexto, profissionais mais bem preparados, antenados, criativos, atualizados com as tendências e inovações globais se sobressaem. Isso explica por que os salários em TI continuam sendo mais altos que a média de outros setores. É a velha lei da oferta e procura.

E onde estão, afinal, as áreas mais quentes para quem busca ascensão nessa carreira? Com toda a certeza, o segmento de Desenvolvimento de Aplicativos para Smartphones é um dos mais promissores para os próximos anos. Pouquíssimas empresas hoje têm domínio sobre essa tecnologia. É um vasto mercado para quem quer investir na área de TI, seja na parte de arquitetura de soluções, programação, comunicação. Se como usuários finais já temos os apps incorporados ao nosso dia a dia, no mundo corporativo também queremos ter esses benefícios para aplicações empresariais.

Em resumo: embora impactada pela crise como qualquer outra indústria no Brasil, a TI nunca deixou de respirar e tende a ter um ano mais próspero em 2016 do que ocorreu em 2015. A falta de mão de obra qualificada para ocupar as vagas, se por um lado é um problema imediato, por outro indica uma oportunidade para profissionais que consigam investir para se capacitar e se atualizar. Resolver essa equação obviamente não é algo que poderá ser feito da noite para o dia, mas cabe a todos uma reflexão sobre a necessidade de um projeto de país que privilegie a formação de bons profissionais para um setor vital como é a Tecnologia.

*Antonio Loureiro e Marcelo Vianna são sócios fundadores da Conquest One, consultoria brasileira de TI com atuação em Outsourcing e Hunting.