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O que esperar do BI neste ano

Empresas começaram a apostar na tecnologia para analisar quais informações possuem, sua posição no mercado e, principalmente, obter insights valiosos

07 de Fevereiro de 2017 - 14h16

Se você ainda tem dúvidas se o big data mudará ou não o mercado nos próximos anos, aí vai uma informação valiosa: sim, vai mudar, e essa onda de transformação já começou. Prova disso foram os resultados da pesquisa da Ovum, empresa de inteligência de mercado, realizada em 2016. De acordo com o estudo, o mercado global de big data gerou R$ 1,7 bilhão no ano passado, e deve movimentar até US$ 9,4 bilhões em 2020.

Mas, embora esse mercado esteja em franco crescimento, não é tão simples incorporá-lo ao universo corporativo. É preciso, primeiro, entender como ele pode beneficiar os negócios, imprimindo inteligência, como forma de gerar real valor aos milhares de dados com os quais já nos relacionamos atualmente e que tendem a aumentar.

Estudo da McKinsey, publicado no fim de 2016, diz que a quantidade de informações deve duplicar a cada três anos, conforme cresce a utilização de plataformas digitais, sensores wireless, aplicações em realidade virtual, tablets e smartphones.

A boa notícia é que as empresas já entenderam essa tendência e começaram a apostar na tecnologia para analisar exatamente quais informações possuem, avaliar sua posição no mercado e, principalmente, obter insights valiosos que indiquem para onde podem ir — e, em especial, no que podem investir.

Para tanto, passaram a procurar por profissionais e soluções especializados em analytics e, consequentemente, a investir em business intelligence (BI). Esse tipo de ferramenta, antes caracterizada como uma plataforma para suportar a coleta e análise de dados, atualmente é avaliada pelo Gartner como a peça-chave para o desenvolvimento de conteúdo analítico, designada a qualquer usuário — seja ele técnico ou não — para a obtenção de informações e o compartilhamento de insights.

E essa é exatamente uma das grandes vantagens atuais do BI. Antes uma ferramenta voltada ao profissional de TI, que contava com o auxílio de sua expertise e conhecimento técnico, ela agora pode ser desenvolvida para ser o mais intuitiva possível. Isso porque as companhias que oferecem esse tipo de produto entendem que os decisores precisam estar com os dados disponíveis a um clique de distância.

A confiança e o contato com plataformas cada vez mais interativas, que possibilitam o compartilhamento não só de informações, mas de estratégias certeiras aos negócios não só colaboram para aumentar a agilidade nos processos, mas também impulsiona o andamento da rotina de cada empregado. Imagine, portanto, que médicos, gerentes dos mais variados departamentos, funcionários de centrais, dentre outros profissionais terão a informação certa no momento em que precisam dela.

Isso é possível porque as ferramentas de BI são uma solução poderosa para que se entenda a real capacidade de uma companhia. As tecnologias, dessa forma, estão ao dispor dos decisores para que eles consigam organizar e enxergar, a partir de seus dados, processos anteriores, o que os levou até onde estão e, mais importante, para onde vão agora. Profissionais especializados ainda se fazem necessários para que análises eficientes sejam feitas, mas a democratização das ferramentas será uma tendência em evolução no mercado.

Em tempos que investimentos certeiros se tornam necessários nas empresas, apostar em soluções advindas do Big Data é um processo que requer atenção enquanto o volume de dados apenas se multiplica. E muito além de considerar sua importância, é essencial saber por onde começar. O BI pode te ajudar nisso.

*Rodrigo Segalla Uehara é diretor de tecnologia e soluções da IN.