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O que as empresas podem esperar do cenário de tecnologia em 2016?

Em artigo exclusivo, o country manager da BMC alinha as mudanças mais importantes no ambiente corporativo ditadas pela transformação digital

26 de Janeiro de 2016 - 08h15

Em 2015, o Gartner afirmou que os negócios digitais são responsáveis por 18% da receita total das empresas e devem saltar para 43% até 2020. Parece um número relativamente baixo, já que empresas digitais nativas como Uber, Airbnb e Etsy continuam perturbando o mercado. Ainda assim, apenas 5% dos entrevistados na pesquisa 2015 da BMC tinham implementado integralmente os serviços digitais e as tecnologias móveis necessários para gerar novas receitas, abrir novos mercados e entregar novas eficiências operacionais.

Em 2016, veremos esse número crescer significativamente entre as empresas da Fortune 500 e as empresas tradicionais, pois elas aceleram a adoção de práticas digitais para entrar em novos mercados, agilizar as operações em suas linhas atuais de negócios e fortalecer as vantagens competitivas que construíram durante anos.

O local de trabalho não é mais um lugar

Em todos os mercados, os funcionários querem que as empresas para as quais trabalham utilizem a tecnologia inteligente e amigável ao usuário que eles possuem em casa. É um momento importante para as empresas que querem permanecer competitivas e atrair os grandes talentos: ou entram no mundo digital ou são extintas. Em 2016, o “local de trabalho” não será mais um local. As empresas vão acelerar a mudança para um ambiente de computação mais ao estilo do consumidor, baseado na tecnologia de crowdsourcing e em abordagens baseadas em pessoas, que permitem que os funcionários escolham as ferramentas de produtividade e tecnologia que eles desejam utilizar - seja dentro ou fora do escritório. Isso vai definir um novo padrão de TI na prestação de serviços personalizados para os trabalhadores e lhes permitir ser o curador de suas próprias experiências de trabalho.

O segundo é o novo minuto: tempo para automatizar

Embora os modos tradicionais de TI devam continuar reduzindo os custos de tecnologia, o novo modo de TI foca no time-to-market, na evolução rápida dos aplicativos (DevOps), bem como no alinhamento apertado com a linha de negócios dentro das organizações. Isso está gerando a necessidade de automatizar. Já vimos empresas tradicionais, como as do setor bancário, as de seguro e de transporte, recorrerem ao DevOps, a fim de introduzir continuamente soluções inovadoras, seguras e fáceis de usar, que fortalecem sua vantagem competitiva.

Ao mesmo tempo, as empresas online estão buscando soluções para proteger os novos serviços digitais das interrupções caras que poderiam potencialmente custar bilhões de dólares em receitas perdidas e marcas com reputação arranhada. Em 2016, “o segundo se transforma no novo minuto”. A velocidade nas reações é mais importante do que nunca, do desenvolvedor até chegar no CEO. As organizações que se preparam para os incidentes antes do tempo e têm uma solução de desenvolvimento ativada para implantações rápidas e automatizadas, ficarão mais bem posicionadas para gerenciar esses problemas de frente quando estes infelizes incidentes ocorrerem.

A nuvem pública traz “chuva” para as empresas

Pensando em 2015, muitos previram que a adoção da nuvem pública na corporação seria atrasada devido a problemas com a segurança dos dados. No lugar disso, as soluções de nuvem pública se tornaram mais seguras, confiáveis e mais fácil para que as forças de trabalho distribuídas as utilizem. Ao mesmo tempo, a nuvem privada ficou mais barata e fácil para a TI gerenciar, mas essas vantagens não têm se mostrado suficientes para substituir a conveniência da nuvem pública agora que as preocupações de segurança foram aliviadas.

Nossa previsão para 2016 é uma maior adoção de soluções de nuvem pública na empresa, bem como estratégias de nuvem híbridas que usam os melhores ativos das nuvens públicas e privadas para gerar novos fluxos de receita e abrir novos mercados.

Você será hackeado: está pronto para defender seus dados?

Este ano, veremos o assunto da segurança chegar ao conselho de administração da empresa, pois muitas marcas de alto perfil foram vítimas de vulnerabilidades, ataques cibernéticos e violações de dados. Resolver as vulnerabilidades está levando muito tempo, o que dá aos hackers uma porta aberta para acessar qualquer dado que considerarem valioso. Cerca de 80% das vulnerabilidades já são conhecidas, embora leve uma média de 193 dias para que sejam corrigidas – o que significa que as empresas estão se expondo a uma violação potencial por mais de seis meses.

Em 2016, a questão não é se sua empresa será atacada: o ponto é como e quando. A expectativa é que mais organizações busquem certificações internacionalmente reconhecidas de proteção de dados, como as regras empresariais obrigatórias (BCR, Binding Corporate Rules), que permitem a transferência segura de dados pelas fronteiras, mantendo o respeito às regras e normas locais.

* Ricardo Fernandes é country manager da BMC Brasil