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O omnichannel está morto! Veja tendências que afetarão o setor de varejo

Informatica LLC apresenta dez fatores que exercerão forte influência sobre a indústria de comércio a partir de 2016

22 de Fevereiro de 2016 - 07h10

Pensando no sucesso do comercio varejista em 2016 e além, descrevo abaixo algumas tendências que impactarão nas vendas físicas e virtuais.

1. O termo omnichannel está morto

É só perguntar para o seu cliente. Eles não pensam em termos de canais e isso traz a necessidade de uma experiência de consumo harmoniosa, com base em todas as interações e transações do cliente independente do meio. Ligar os pontos entre as informações cruciais sobre clientes, produtos, fornecedores e regiões se torna estratégico na era dos relacionamentos.

2. Relevância

A sobrecarga de informações deixa a situação ainda mais complicada. Conseguir se diferenciar na multidão é uma das maiores prioridades das empresas. Pesquisas mostram que o usuário típico de mídias sociais consome cerca de 285 tipos de conteúdo diariamente, o que representa impressionantes 54 mil palavras e, para quem está verdadeiramente ativo nas redes, até 1 mil links clicáveis. Assim, qualquer promoção precisa ser relevante para o público-alvo. Como já sabemos, o omnichannel vai deixar de existir.

3. Cumpra as suas promessas

Não há nada pior do que quebrar uma promessa. Conseguir definir e medir o desempenho do fornecedor continua sendo importante. A necessidade de ter uma visão de 360º deles cresce no varejo e está focada em acabar com interrupções relacionadas ao fornecimento.

4. Promoções por e-mail seguem como principal motivador para compras

Ao combinar criatividade, acessibilidade, conveniência e usabilidade, a loja BCBG MAX AZRIA é uma das principais opções de roupas e estilo de vida para mulheres dinâmicas.

“Quando você tem dados ruins, não há como ter muito controle sobre o sucesso das suas ações de marketing,” disse Tommy Lamb, gerente de marketing para comércio eletrônico da BCBG MAX AZRIA. “Verificando minha lista de email com um serviço de higienização de e-mails consigo manter a minha lista de destinatários validada e atualizada. Então, quando tenho que chegar até os meus clientes em momentos críticos, como na Cyber Monday, tenho confiança nos meus dados.”

5. Conversão móvel

A receita proveniente de dispositivos móveis está crescendo. A Forrester Research previu vendas por smartphones de US$38 bilhões neste ano, enquanto as via tablet atingiriam US$76 bilhões só nos Estados Unidos. A maior parte das compras online ainda acontece via PCs e notebooks, mas 95% dos entrevistados buscaram informações sobre produtos ou empresas em smartphones.

Contudo, as conversões no universo móvel precisam melhorar. Com informações melhores e mais relevantes, as marcas e os varejistas podem transformar essas tendências em sucesso.

6. Inteligência na precificação e Benchmarking de conteúdo

A inteligência na precificação é um serviço que fornece um resumo diário dos produtos os quais demandam a atenção de um gerente da área. As três principais maneiras pelas quais ela acrescenta valor e conteúdo para a sua informação de produto são:

1. Todos os dias, há uma grande quantidade de produtos que estão muito mais caros quando comparados com os principais concorrentes no mercado. Coloque a mão na massa e ajuste o preço com o objetivo de aumentar as vendas.

2. Se isso não for possível por conta do alto preço de venda do fornecedor e/ou por conta das margens de lucro muito baixas, é possível usar essa informação como fator competitivo, negociando com os fornecedores ou reestruturando a estratégia de vendas.

3. Identificar os produtos que estão com o preço muito baixo – esta categoria é potencial de lucro puro, dinheiro que está sendo largado sobre a mesa. De acordo com priceintelligence.net, em média, cerca de 10% a 15% do portfólio de produtos de varejistas estão com preços menores do que seus concorrentes.

7. Faça da visita à loja um evento

Varejistas de todos os tipos adicionam milhares de novos produtos todos os anos. Essa tendência ganha mais força durante a temporada de compras nas férias, quando eles atuam para transformar a visita à loja uma experiência ainda melhor. Mas com movimento alto, o primeiro que chegar será atendido.

Com grande variedade de produtos, é cada vez mais desafiador encontrar o item certo em uma loja gigantesca. E nesse ponto a tecnologia pode ajudar: utilizar telas táteis e etiquetas eletrônicas oferecem qualidade, economia nos custos com papel e melhoram a velocidade na entrega de informações.

8. Alibaba e a dominância dos marketplaces globais

Você sabe o motivo de o faturamento da Alibaba ter dobrado no ano passado? Um dos fatores principais está na disponibilidade de qualquer produto que você conseguir imaginar. As estratégias de long tail exigem uma alta taxa de transferência de informação de qualidade.

Segundo pesquisa, varejistas de todo o mundo esperam que os marketplaces globais, como a Amazon e o Alibaba, vão ser donos de cerca de 39% do mercado global online de varejo em 2020. Isso indica que a influência dos marketplaces sobre os varejistas e as marcas vai continuar a crescer consideravelmente e manterá o ritmo pelos próximos anos.

9. Conversão com mais detalhes: Apresente o seu produto de vários ângulos

Uma das principais vantagens que as lojas tradicionais possuem sobre o comércio eletrônico é que os clientes, quando chegam na loja, conseguem segurar o produto em suas mãos. Talvez para compensar esse fato, diversas lojas eletrônicas incluem distintas imagens de produtos em diferentes ângulos.

10. O novo paradigma no mercado de trabalho digital

Os dados mudaram o aspecto de propriedade para acesso. O papel de tudo “digital” evoluiu no mercado de trabalho de hoje. Transformar organizações de varejo, deixando-as preparadas para a era digital pode ser uma tarefa bem difícil. Então como sair da zona de conforto se você não quer mexer no modelo de negócios ou processos?

Todos os trabalhos e as tarefas relacionados se tornaram mais orientados aos dados. Ainda em 2012, a Havard Business Review já afirmava que os cientistas dos dados seria uma das profissões mais quentes do século 21.

Lançamentos de produtos estão se tornando mais democráticos, altamente colaborativos e dependentes de processos distribuídos. Além disso, está se espalhando para mais papéis e departamentos, sendo totalmente reinventado para o cenário de hoje em dia. Interfaces de usuário que são orientados a tarefas individuais ou lista de tarefas fazem as pessoas certas executarem as coisas certas. Por exemplo, se você tem que aprovar cinco itens para ir para uma nova promoção no web site, ou se você tem que traduzir 10 novos produtos do português para o inglês.

Pense: sua empresa está preparada para tudo isso?

*Carlos Salvador é gerente sênior de pré-vendas na Informatica LLC.