Só após a consolidação da cultura da busca corporativa a organização está pronta para pensar no futuro com o big data

05 de Maio de 2015 - 08h20

Em uma construção ou reforma, a decoração ocupa a última posição na lista de prioridades. Antes de pensar em deixar o local bonito e agradável, é necessário garantir que o espaço torne-se funcional. A ideia parece óbvia, mas a maioria das empresas ignora essa lógica quando o assunto é tecnologia. Os empresários ficam deslumbrados com as futuras possibilidades prometidas pelas soluções mais recentes, porém, esquecem de certificar que os processos internos caminham de maneira eficiente. Assim, ao invés de investirem em ferramentas de Search, optam por Big Data.

Big Data é o conceito que descreve o crescimento, disponibilidade e uso exponenciais de informações e vem se tornando o grande sonho de consumo do ambiente corporativo nacional. Entretanto, são poucas as companhias que estão no estágio adequado para investir nesse recurso. Antes de realizar análises complexas, as organizações precisam reformar suas próprias estruturas para permitir que colaboradores não percam tempo com o grande volume de dados armazenados. Portanto, o primeiro passo é investir em soluções de busca corporativa.

O Big Data tem um impacto limitado por se relacionar diretamente com um grupo restrito de pessoas, geralmente a alta cúpula da empresa, e depende de um profissional capacitado para desenvolver programas específicos que manipulem um volume gigantesco de dados. Enquanto isso, os demais colaboradores seguem desperdiçando uma parte preciosa do dia em busca de informações simples, mas igualmente impactantes na estratégia da corporação.

A solução de busca corporativa otimiza justamente as tarefas internas e traz até mesmo mais retorno do que o investimento em Big Data, pois oferecem uma base confiável para o crescimento das instituições. Se unirmos a lógica do seu funcionamento com o conceito da Pirâmide de Maslow, que elenca as necessidades de cada organismo até chegar ao topo, percebemos que os produtos influenciam diretamente a tomada de decisões das empresas.

Isso só é possível porque o uso já está consagrado pelos usuários que reconhecem nele a mesma facilidade e qualidade do buscador na Internet. Além de impactar positivamente na produção, ele tem manuseio simples e não necessita de um profissional especializado para realizar pesquisas. Afinal, ajuda é desnecessária na hora de encontrar algo no portal do Google, por exemplo. É este o nível de autonomia que estará dentro das corporações.

Só após a consolidação da cultura da busca corporativa a organização está pronta para pensar no futuro com o Big Data. São recursos complementares e podem ser trabalhados simultaneamente. Com o Search é feita a busca de dados rapidamente (influenciando o aspecto tático e operacional) e com Big Data a análise precisa e eficaz para definir os rumos do negócio (parte estratégica). Esta combinação torna-se uma solução em plena evolução, ocupando papel de destaque como ferramenta necessária para o crescimento saudável de qualquer corporação.

*Rafael Cichini é CEO da Just Digital.