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O impacto da gestão de dados mestres na Internet das Coisas

A gestão de dados mestres revela tendências e padrões através da análise de dados, além de ajudar a obter vantagem competitiva no mercado

13 de Novembro de 2017 - 14h38

A taxa de crescimento de dispositivos conectados à internet, especialmente computadores e celulares, vem evoluindo desenfreadamente. Com a Internet das Coisas (IoT), é ainda maior a quantidade de dados gerados. Os itens conectados à internet estão produzindo uma série de informações e esse fluxo constante fornece insights e conteúdos sobre os clientes em tempo real.

Associado a esse significativo avanço da tecnologia, o termo “inteligente” é usado para se referir aos dispositivos que coletam dados e, assim, proporcionam uma experiência mais confortável ao usuário. O termo big data foi criado justamente para tratar a grande quantidade de bytes gerados por esses dispositivos. Mas a revolução da Internet das Coisas refere-se principalmente aos dispositivos que estão ao nosso redor, conectados à Internet e coletando dados, desde um relógio até os sensores em carros e turbinas de aeronaves. É isso que mudará a maneira como vivemos, viajamos e fazemos negócios.

Pesquisas mostram que, em 2020, existirão 26 bilhões de dispositivos conectados à internet. É esse rápido crescimento global da IoT que faz da gestão de dados mestres (MDM – Master Data Management) um fator extremamente relevante para garantir sentido a essa grande quantidade de informação. As soluções de MDM são fundamentais para promover iniciativas de análise e previsão que permitam melhorias significativas para usuários, fabricantes e investidores. Dentro desse cenário, elas fornecem o perfil comercial dos ativos, histórico de serviços e informações do cliente, ampliando a visão do consumidor.

O uso de MDM se reflete ainda na conservação do dispositivo, de forma a aperfeiçoar o desempenho, evitar falhas de manutenção, contribuir para economias significativas e aumentar a produtividade. Essa combinação de IoT e MDM nos permitirá criar uma imagem completa, porém, compacta dos dados. Os dispositivos que usamos e sua interação com os usuários se transformarão em benefícios, como redução de custos, consumo de energia e melhor eficiência.

A maior parte dessa sobrecarga de informações são dados de alta qualidade que não foram usados para propósitos analíticos e incluem histórico de compras, níveis de satisfação, informações demográficas, entre outras. O potencial desses dados é incalculável quando eles são usados seletivamente, como para atender melhor os clientes, e permitem que as empresas tenham percepções adicionais de maneira eficiente.

Conforme a Internet das Coisas cresce, a preocupação com a governança dos dados dentro das organizações também aumenta. O MDM gerencia tudo isso, revela tendências e padrões. O acúmulo de informações normalmente distrai os negócios e atrapalha até mesmo a análise de dados básica. No entanto, com a ajuda do MDM, os negócios podem descobrir um enorme potencial e obter vantagem competitiva no mercado.

*Ricardo Fornari é country manager da Stibo Systems no Brasil.