Cloud Computing > Estratégia

Nuvem já representa mais da metade das vendas da Citrix no Brasil

No primeiro trimestre deste ano, modelo chegou a 80%, acima da meta de 50% traçada pela companhia

10 de Maio de 2018 - 10h12

Para a norte-americana Citrix, o Brasil é um dos países com adoção mais rápida de tecnologias baseadas em nuvem. Segundo Luis Banhara, diretor geral da companhia no País, cloud respondeu por um terço das vendas no último ano.

Para 2018, a meta é ter pelo menos 50% das vendas nesse formato, mas o primeiro trimestre registrou surpreendentes números, chegando a 80%.

Banhara explica que os números não mostram que o Brasil está à frente no quesito cloud, mas sim um processo de retomada após três anos com pé no freio. "Muitas empresas ficaram sem investir e agora estão retomando com tudo", comenta, em entrevista à Computerworld Brasil durante o Synergy 2018, evento anual da companhia, realizado nesta semana em Anaheim, nos EUA.

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O executivo avalia que, nesse processo de recuperar o tempo perdido, as companhias brasileiras estão indo direto para a nuvem, o que, na prática, acaba entregando a agilidade que precisam.

O salto nas vendas de cloud ajudaram a Citrix a fechar o último ano com crescimento agressivo de mais de 50% no Brasil. "Nesse ano estamos no mesmo caminho", garante.

Produtividade e virtualização como serviço

Globalmente, a Citrix nomeia a categoria como cloud, mas, no Brasil, Banhara prefere chamar de SaaS (Software como serviço).

Ele diz que, quando fala de cloud, o cliente em geral pensa em um modelo de hospedagem e processamento em nuvem. "Não fazemos isso. Para rodar esse ambiente, precisamos de um conjunto de pré-requisitos de banco de dados, máquinas virtuais etc, que não são aplicações e dados dos clientes. É apenas para o ambiente da Citrix funcionar. Colocamos tudo dentro de uma cloud da Citrix, mas não as aplicações e dados dos clientes", explica,

Na prática, a Citrix leva todo o conjunto de servidores para a infraestrutura do cliente, usando apenas conectores, seja para data center, cloud pública ou privada.

No caso da nuvem pública, a empresa conta com sólidas parcerias com os principais provedores, como Microsoft, Google Cloud, IBM, Oracle e AWS - todos com conectores já prontos. "Mas construímos (conectores) para qualquer outra nuvem. Buscamos o alinhamento com os provedores para facilitarmos a vida dos usuários. Eles (clientes) pedem para nos entendermos com os parceiros para entregarmos uma solução pronta. É o que sempre buscamos", finaliza.

*O jornalista viajou a Anaheim (EUA) a convite da Citrix