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Novo unicórnio brasileiro, Nubank levanta US$ 150 milhões em aporte

Fintech brasileira acumula quase US$ 330 mi em investimentos, e CEO diz que empresa já vale mais que US$ 1 bi

01 de Março de 2018 - 11h49

O Nubank acaba de levantar mais US$ 150 milhões em novo aporte. A Série E, liderada pelo DST Global, conta com a participação de Founders Fund, Redpoint Ventures, Ribbit Capital e QED, que já eram investidores, e os novos entrantes Dragoneer Investment Group e Thrive Capital.

O DST também havia liderado a rodada de investimento anterior, em dezembro de 2016. Ao todo, a empresa já captou quase US$ 330 milhões em seis rodadas de investimento desde que foi fundado, em 2013.

David Vélez, fundador e CEO da fintech, comenta que o Nubank já gera caixa operacional desde o ano passado, então o objetivo da captação não é operacional, e sim garantir alavancagem financeira para suportar o acelerado crescimento que temos visto desde o lançamento.

"Em menos de quatro anos, mais de 13 milhões de brasileiros quiseram se tornar clientes do Nubank, o que é um reflexo da necessidade que havia de alternativas para o tão concentrado setor bancário no Brasil. Nos próximos anos, nosso objetivo é expandir ainda mais nosso alcance e oferta de produtos", destaca.

Líder em mais uma rodada, o DST fez seu primeiro investimento na América do Sul com o Nubank. "O Nubank é uma das fintechs mais inovadoras do mundo", diz Tom Stafford, Managing Partner da DST Global. "Ano passado, o Nubank lançou uma série de novos produtos e ultrapassou três milhões de clientes ativos usando apenas indicações da sua fiel base de clientes. Estamos empolgados em continuar nossa parceria com o David e o time do Nubank conforme eles revolucionam o futuro dos serviços financeiros no Brasil", completa.

Unicórnio

Ao jornal O Estado de S.Paulo, Vélez disse nesta quinta-feira (1/3) que o Nubank chegou ao valor de US$ 1 bilhão antes da rodada de investimentos, o que leva a empresa a ser o terceiro unicórnio brasileiro.

Unicórnio são startups que alcançam avaliação acima de US$ 1 bilhão. No Brasil, as duas que chegaram a tal marca são 99, que recentemente foi comprada pela chinesa Didi por US$ 600 milhões, e o PagSeguro, que abriu capital na bolsa de valores de Nova Iorque.