Segurança > Segurança Móvel

Novo tipo de bomba em notebooks pode enganar segurança de aeroportos

Segundo notícia exclusiva da rede CNN, grupos terroristas inventaram novas formas de esconder explosivos em dispositivos eletrônicos

31 de Março de 2017 - 21h01

As agências de inteligência dos Estados Unidos acreditam que organizações terroristas como o ISIS e outro grupos extremistas desenvolveram novas formas de esconder explosivos dentro de equipamentos eletrônicos que, segundo testes do FBI, podem realmente enganar os dispositivos de segurança tradicionais utilizados em aeroportos.

A notícia é da rede de televisão CNN. Os testes do FBI, segundo a notícia, teriam sido feitos no final do ano passado utilizando modelos específicos de scanners em uso hoje nos aeroportos dos EUA e de outros países para verificar bagagens de mão dos passageiros e aprovados pela TSA (Transportation Security Administration), entidade que regula a segurança dos aeroportos dos EUA.

Segundo a CNN, as agências de inteligência norte-americanas coletaram informações ao longo dos últimos meses que indicam que grupos terroristas estariam utilizando em seus laboratórios equipamentos sofisticados de segurança para testar formas efetivas de esconder explosivos em notebooks e outros dispositivos eletrônicos que conseguiriam passar sem serem identificados pelos scanners de raio-x dos aeroportos.

Os novos testes indicam inclusive que os explosivos não estariam necessariamente escondidos apenas nas baterias dos equipamentos mas também em outras partes do dispositivo, o que permitiria ao notebook funcionar o suficiente para passar pelo scanner sem ser identificado. Essa mudança, segundo o FBI, poderia ser feita com ferramentas caseiras, obedecendo certos esquemas de combinação de uso de partes do equipamento.

A informação teria sido portanto o estopim para a decisão da administração Trump de proibir que viajantes vindos de 10 diferentes aeroportos de oito países do Oriente Médio e África pudessem carregar notebooks e outros dispositivos eletrônicos maiores que um smartphone dentro da cabine dos aviões com destino aos Estados Unidos. Segundo a CNN, a medida impediria um eventual ataque pois seria muito difícil detonar remotamente uma bomba em um notebook que estivesse na área de carga do avião e não com o passageiro.

No entanto, com essa nova informação da CNN, começam a surgir dúvidas se banir apenas os voos desses países seria medida de segurança suficiente. As autoridades norte-americanas justificaram a proibição aos passageiros vindos dos oito países porque a inteligência indicava que a maior ameaça viria de lá. "Não discutimos publicamente informações específicas da inteligência. Mas informações avaliadas indicam que grupos terroristas continuam a mirar a aviação comercial, incluindo esconder explosivos em eletrônicos", diz uma declaração do Departamento de Homeland Security à CNN.

Os Estados Unidos e os países europeus tem utilizado um combinado de segurança que inclui os scanners de raio-x para bagagens com o uso de cães farejadores de bombas e detecção de traços de explosivos em roupas. Para ver a reportagem completa da CNN visite o site da rede.