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Nokia e Facebook se unem para testar novas tecnologias ópticas no Atlântico

Nokia e Facebook obtiveram sucesso em seus múltiplos testes de campo, concluídos ao longo de 5,5 mil quilômetros de cabos subaquáticos, entre Nova York e Irlanda

31 de Março de 2017 - 14h37

O crescimento do acesso a aplicações que consomem grande largura de banda, caso de vídeos e realidade virtual, tem tornado desafiador dar escala à infraestrutura existente. Diante disso, a Nokia e o Facebook vêm trabalhando juntas para testar em campo novas tecnologias de processamento de sinal ótico, em canal de 5,5 mil quilômetros, entre Nova York e Irlanda, que atravessa o Oceano Atlântico.

Para aumentar a capacidade da fibra submarina, as empresas realizaram testes da nova tecnologia de modelagem por constelação probabilística (PCS) do Nokia Bell Labs. Os resultados mostraram um aumento de cerca de 2,5 vezes na capacidade de transmissão ótica em relação àquela estimada para o sistema, o que demonstrou a aplicabilidade da tecnologia sobre uma desafiadora e real rede de fibra ótica.

PCS, área de intensa pesquisa no Nokia Bell Labs, consiste em uma nova técnica que utiliza o formato de modulação de amplitude em quadratura “modelada” (‘shaped’ quadrature amplitude modulation, QAM) para fazer ajustes flexíveis na capacidade de transmissão, até os limites físicos de determinado canal de fibra ótica.

O experimento, pioneiro em um canal submarino, foi concebido e planejado pelo Facebook, que se baseou na combinação de 64QM com compensação não linear digital e lasers de tipo low-linewidth para atingir um recorde de eficiência espectral de 7,6 b/s/Hz, indicando o potencial para, no futuro, elevar o cabo para 32 terabits por segundo (Tbps) por fibra.

Testes de transmissão baseados na solução Nokia Photonic Service Engine 2 (PSE-2), disponível comercialmente, validaram a transmissão bem-sucedida de comprimentos de onda de 8-QAM que operaram a 200 gigabits por segundo (Gbps) e de comprimentos de onda de 16-QAM que operaram a 250 Gbps — a primeira do gênero, para uma transmissão transatlântica. Comprimentos de onda de 8-QAM a 200 Gbps sustentaram uma eficiência espectral de 4 b/s/Hz sem deixar de apresentar suficiente margem de performance para atender a uma operação comercial confiável.

Os resultados dos testes foram apresentados na Optical Fiber Communication Conference and Exhibition (OFC), nos dias 21 e 23 deste mês, em Los Angeles, Califórnia.