Negócios

Globant planeja investimento para ganhar terreno no Brasil

Provedora planeja contratar profissionais e abrir um grande escritório em São Paulo até abril. País deve saltar de 5% para 30% dos resultados da provedora argentina

28 de Janeiro de 2015 - 10h10

A Globant planeja investimentos para ganhar terreno no mercado brasileiro. A companhia argentina chegou ao país há dois anos através da aquisição da Terra Forum. A meta, agora, é acelerar o processo de expansão. Os planos contemplam uma fase muito mais ativa em solo nacional, com ampliação da operação, contratação de profissionais e abertura de um grande escritório em solo nacional. 

Segundo Martín Migoya, CEO da provedora, os negócios no Brasil representam aproximadamente 5% das receitas globais da companhia. “Ainda é pequeno”, avalia o executivo, acreditando que a operação local tem potencial para responder por uma fatia de 20 a 30% nos números da empresa dentro de cinco anos. 

Uma série de iniciativas deve ajudar a companhia a atingir suas metas. Uma delas versa sobre a abertura de um “grande escritório”, em São Paulo, programado para ser inaugurado em março ou abril. “Vai ser o primeiro, mas não posso dizer que será o último”, despista o executivo, que também não descarta a possibilidade de novas aquisições no Brasil. “Não posso dar detalhes, mas estamos sempre olhando o mercado e onde os talentos se concentram”, adiciona. “Tem muita coisa para fazer”, resume. 

Pessoas é um ponto importante na estratégia. É uma postura, aliás, que alinha-se com a visão global da empresa. Entre 2013 e 2014, a Globant contratou cerca de 1,5 mil profissionais, encerrando o último ano com um contingente de 3,5 mil funcionários. No Brasil, até por conta da compra da Terra Forum, emprega cerca de 70 pessoas, espalhadas por escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. 

A companhia atende 25 clientes no País atualmente. Alguns deles, com projetos de inovação recentemente iniciados, são Embraer, Braskem, Mercado Livre e SESC. Há planos de ampliar esse número, mas o objetivo maior, diz Migoya, reside em fortalecer a penetração da marca nessas contas. 

A Globant fornece tecnologias de negócio que primam pela experiência e se valem de interfaces semelhantes a de games e redes sociais. “Não somos uma empresa puramente de TI”, afirma o CEO. “Nosso jogo é o de criar produtos de software para atingir e atrair audiências globais”.

Atualmente, a empresa está presente em seis países e tem oito estúdios de produção: Game, Cloud, Social Media, Big Data, Mobile, Arte Digital, E-commerce e Web Design.

A provedora foi fundada há cerca de uma década por três sócios. Rapidamente começou a receber aportes. Em julho último, foi a primeira empresa de TI latino-americana a concluir o IPO, ingressando na NYSE. Atingiu valor de US$ 400 milhões na largada.

Google Ara

Ao final de 2014, a Globant anunciou que seria a responsável pela criação e manutenção do marketplace para o Google Ara (projeto de hardware aberto de smartphones modular que o  Google irá lançar em breve e que poderá ser montado livremente pelo usuário).  

Nesse projeto, especificamente, todos os criadores de software ou módulos (como câmeras, teclados, áudio, acionadores de jogos, leitores de código de barra etc) e desenvolvedores de aplicativos para o Ara irão se reportar ao “hub” da empresa nascida na argentina, mas que atualmente tem 80% de suas receitas provenientes do mercado norte-americano.