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Netbr desenvolve robôs para gestão de identidade e acesso a sistemas críticos

Empresa adotou o conceito de automação robótica de processos para gerenciar todas as camadas de governança e administração de acessos

06 de Outubro de 2017 - 12h01

A Netbr, empresa especializada em segurança de acesso a dados e recursos em ambientes de TI, desenvolveu uma nova articulação de tecnologias para automatizar a gestão de identidade e a contenção de privilégios de acesso no ambiente corporativo. O novo modelo emprega o conceito de RPA (Robotic Process Automation), que propõe o uso de robôs em todas as camadas da governança e a administração de identidade (IGA, na sigla em inglês), bem como nas tarefas de gerenciamento de acesso privilegiado (PAM, na sigla em inglês), ou seja, qualquer tarefa a ser executada por um usuário privilegiado.

"A grande diferença do RPA, na comparação com a automação comum, é que o robô consegue interagir perfeitamente bem com todo e qualquer aplicativo que disponha de um fluxo de entrada e uma interface de acesso. E não importa se tal interface seja a de um mainframe, um navegador web, ou uma Interface de operação. O robô atuará exatamente como agiria um operador humano", afirma André Facciolli, CEO da Netbr.

Com isso, explica ele, a nova camada robótica fica apta a responder com precisão por tarefas típicas da governança, como autenticação rápida de usuários, troca de senhas, criação e remoção de usuários e a execução de todo o ciclo do processo de JML (Joint, Move and Leave) que compõem o menu das tarefas de governança.

"Dessa forma , as empresas não precisarão mais gastar tempo e esforço com linhas de código específicas para automatizar a integração de aplicações, uma vez que o robô se adapta de forma natural às aplicações pré-existentes", completa Facciolli.

O executivo observa que a combinação RPA com governança e a administração de identidade foi recentemente apontada pelo Gartner como uma resposta que irá impactar fortemente os modelos de governança de acesso. "Junto com nossos parceiros, estamos saindo do terreno especulativo e apresentando uma solução já pronta para as provas de conceito", afirma.

"Depois de robotizar a governança, queremos partir para o 'IGA sobre RPA', um modelo em que uma estrutura de mapeamento de funções por inteligência artificial e todo o trabalho de governança dos bots passarão a ser controlados por uma camada robótica ainda mais sofisticada e estratégica, com controle", conclui Facciolli.