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Não é só blockchain. Saiba o que mais existe por trás do bitcoin

Especialista Andreas Antonopoulos define conceitos básicos da tecnologia da principal moeda digital do mundo

02 de Abril de 2018 - 15h51

Diversos bancos e empresas de tencologia têm tratado o termo blockchain apenas como redes públicas criadas para operações de bitcoin. A observação é do especialista em blockchain Andreas Antonopoulos, durante participação no Blockchain Africa Conference, realizado em Johannesburgo, na África do Sul.

Para ele, a definição é equivocada porque o blockchain é apenas uma das muitas tecnologias que complementam a rede bitcoin e permitem que ela funcione como uma rede financeira descentralizada, distribuída e ponto a ponto.

Matéria do portal The Next Web explica, com palavras de Antonopoulos, que a rede do bitcoin consiste em várias soluções e tecnologias criptografadas, incluindo assinaturas Schnorr, além de aplicações avançadas de curva elíptica.

O especialista explica que o blockchain opera meramente como um banco de dados dentro das redes blockchain de bitcoin e ethereum (outra criptomoeda popular). Ele acompanha as transações e processa dados protegidos criptograficamente em tempo real. É somente quando todas essas tecnologias se fundem que temos uma rede bitcoin funcional e atualizada.

"O blockchain seria o bitcoin com um corte de cabelo e um terno que você desfila. É a capacidade de fornecer a versão limpa e confortável do blockchain do bitcoin para pessoas que estão com muito medo da tecnologia realmente disruptiva", define.

Ele enfatizou também que, se grandes bancos, empresas de tecnologia ou startups fossem solicitadas para definir o termo blockchain ou até mesmo apenas distingui-lo de banco de dados, eles não seriam capazes de fazê-lo. Antonopoulos foi mais longe ao argumentar que "se o que você está fazendo é apenas um banco de dados com assinaturas, isso não é interessante. É chato."